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Cliente vítima de golpe terá R$ 54 mil restituído por banco

Em um recente caso judicial em São José do Rio Preto, SP, um cliente que sofreu um prejuízo de R$ 54.767,84 devido a transações ilegais em sua conta bancária recebeu uma decisão favorável do judiciário.

O juiz de Direito Túlio Marcos Faustino Dias Brandão, da 8ª Vara Cível, reconheceu que o banco foi negligente ao não provar a segurança de seus sistemas durante o episódio fraudulento, configurando uma falha na proteção dos dados do cliente.

O caso começou quando o cliente do banco foi contatado por uma pessoa que se dizia funcionária da instituição. O fraudador conseguiu convencer o cliente de uma suposta atualização de segurança no app do banco, o que levou à geração de um código e, consequentemente, às transações que zeraram o saldo da vítima.

Como ocorreu o golpe?

Imagem de um homem encapuzado orquestrando um golpe, falando no celular atrás de uma tela de computador.
Imagem: Grustock / Shutterstock.com

O golpe foi meticulosamente planejado. O cliente recebeu uma ligação de alguém que se identificou como representante do banco. Neste contato, foram confirmados todos os seus dados pessoais e bancários, o que, naturalmente, criou uma falsa sensação de segurança.

O fraudador, então, instruiu a vítima a acessar seu app bancário para realizar uma atualização de segurança, momento em que foi solicitado o código token.

Após o cliente inserir o código no aplicativo, várias transferências via PIX foram feitas para contas de terceiros, esvaziando completamente suas economias. Durante o processo judicial, ficou evidente que o banco não conseguiu demonstrar que seu sistema de segurança estava adequado e livre de falhas, o que contribuiu para a fácil execução do golpe.

O que diz a decisão judicial?

O juiz responsável pelo caso destacou que, diante da dificuldade de o cliente provar a segurança dos sistemas do banco, o ônus da prova recai sobre a instituição financeira perante a lei.

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Sem a apresentação de provas sólidas de que os procedimentos de segurança eram eficazes e estavam funcionando adequadamente na época do golpe, o banco foi considerado responsável pelas perdas financeiras do cliente. Portanto, foi determinado que a quantia roubada deveria ser devolvida, com a devida correção monetária e juros.

  • Decisão de Justiça: Banco deve ressarcir o valor roubado com correção e juros;
  • Respaldo Legal: A decisão foi embasada no artigo 14 do CDC, que trata da responsabilidade do fornecedor por danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação de serviços;
  • Defesa do Consumidor: Este caso reforça a importância da vigilância constante sobre os serviços de segurança oferecidos pelas instituições financeiras e da proteção jurídica aos consumidores.

O caso é um alerta para todos os consumidores sobre a importância de verificar a veracidade de qualquer procedimento de segurança solicitado por supostos funcionários de instituições financeiras e, principalmente, sobre a necessidade de as instituições fornecerem sistemas de defesa robustos contra fraudes.

Imagem: SObeR 9426 / shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital