Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

CLT é vetada para trabalhadores de app: entenda nova proposta de reforma trabalhista

A proposta de alteração da CLT prevê a proibição de vinculo empregaticio com prestadores de serviço por aplicativo.

Ana Roberta de OliveiraPor Ana Roberta de Oliveira3 min de leitura
CLT

Um estudo foi encomendado pelo Governo Federal para subsidiar uma nova reforma trabalhista que propõe, entre outras medidas, a proibição e o reconhecimento de vínculo de emprego entre prestadores de serviço e aplicativos.

Na proposta, há ao menos 330 alterações em dispositivos legais. Há a inclusão de 110 regras —entre artigos, parágrafos, incisos e alíneas—, a alteração de 180 e a revogação de 40 delas.

É provável que você goste também:

Uber, 99 e outros apps de transporte podem sair do Brasil? Descubra

Táxi volta a ser opção depois de aumentos no preço do Uber

iFood: aplicativo anuncia auxílio de até R$ 150 para entregadores

Afinal, o que deve mudar na CLT?

As ideias que sugerem uma série de mudanças na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e na Constituição foram elaboradas por um grupo instituído pelo Ministério do Trabalho e da Previdência seja aprovada a mudança. O texto já foi concluído e está sob avaliação.

A sugestão de desvinculação do trabalhador de aplicativo é citada em três capítulos da proposta que foi elaborada pelo grupo liderado pelo  ex-presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), o ministro Ives Gandra da Silva Martins Filho. Além disso, nela também constam algumas mudanças mais profundas.

De acordo com o texto, o artigo 3º da CLT deverá afirmar expressamente que “não constitui vínculo empregatício o trabalho prestado entre trabalhador e aplicativos informáticos de economia compartilhada”.

Motoristas de compartilhamento e entregadores de deliverys não poderiam ser considerados empregados de plataformas. Dessa forma, não teriam direitos previstos na CLT. Hoje, há decisões judiciais conflitantes.

A fim de justificar as mudanças sugeridas, os especialistas afirmaram que “tal dispositivo busca reduzir a insegurança jurídica sobre o tema, além de exemplificar hipóteses de efetiva subordinação, para superar a discussão jurídica atualmente em voga”.

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

O conjunto de propostas consta de relatórios apresentados pelo ministério, na segunda-feira, 29 de novembro, ao Conselho Nacional do Trabalho. O texto reúne contribuições de magistrados, advogados, economistas e acadêmicos, que juntos formam o Grupo de Altos Estudos do Trabalho (Gaet), que fora criado em 2019.

Nele, o ministério explica que as propostas não representam a opinião do governo. “Ou seja, os relatórios dos Grupos de Estudos Temáticos são de exclusiva e inteira responsabilidade dos autores.”

Enfim, quer ficar por dentro de tudo o que acontece no mundo das finanças?

Então nos siga no canal do YouTube e em nossas redes sociais, como o FacebookTwitter, Twitch e Instagram. Assim, você vai acompanhar tudo sobre bancos digitais, cartões de crédito, empréstimosfintechs e matérias relacionadas ao mundo das finanças.

Imagem: Brenda Rocha – Blossom / Shutterstock.com

Ana Roberta de Oliveira

Autor

Ana Roberta de Oliveira

Roberta Oliveira é estudante de Jornalismo e encantada pelo universo financeiro. Possui cursos de Redator Hacker e Ninja SEO. Focada em buscar novidades econômicas para o leitor, atua como supervisora de redação no Seu Crédito Digital.

Topicos relacionados