Motoristas brasileiros com Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria B poderão, no futuro, conduzir veículos mais pesados do que o permitido atualmente. A mudança está prevista no Projeto de Lei 305/25, já aprovado na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados.
Motoristas com CNH B ganham mais possibilidades em 2026
Projeto de lei permite CNH B dirigir veículos elétricos até 4.250 kg. Entenda o que muda e quando pode valer.
A proposta amplia o limite de peso para veículos elétricos e híbridos, acompanhando a evolução do setor automotivo e o crescimento desse tipo de tecnologia no país.
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O que diz o projeto aprovado
Atualmente, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabelece que motoristas com CNH categoria B podem dirigir veículos com até 3.500 quilos (3,5 toneladas).
Com o novo projeto, esse limite pode subir para:
- 4.250 quilos (4,25 toneladas)
- válido apenas para veículos elétricos ou híbridos
- desde que tenham tração predominantemente elétrica
A proposta foi apresentada pelo deputado Pedro Aihara e recebeu ajustes do relator, deputado Hugo Leal.
Por que o limite pode aumentar
A principal justificativa para a mudança está no peso das baterias dos veículos eletrificados.
Veículos elétricos são mais pesados
Diferente dos modelos a combustão, carros elétricos e híbridos possuem baterias que aumentam significativamente o peso total do veículo.
Na prática, isso faz com que alguns modelos ultrapassem o limite atual da CNH B, mesmo sendo veículos de uso comum.
Adequação à nova realidade do mercado
Segundo parlamentares envolvidos no projeto, a medida busca adaptar a legislação ao cenário atual, considerando que:
- veículos eletrificados estão em crescimento acelerado
- a tendência é superar os veículos a combustão até 2030
- novas tecnologias exigem atualização das regras
O que muda na prática para o motorista
Caso a proposta seja aprovada definitivamente, motoristas com CNH categoria B poderão dirigir veículos mais pesados — mas com restrições específicas.
Limite ampliado com regras
A mudança não é geral para todos os veículos. Ela se aplica apenas a:
- carros elétricos
- veículos híbridos com tração elétrica predominante
Ou seja, veículos movidos exclusivamente a combustão continuam sujeitos ao limite atual de 3,5 toneladas.
Demais regras da CNH permanecem
Outras condições da categoria B continuam as mesmas:
- limite de até 8 passageiros (além do motorista)
- proibição de condução de veículos de carga pesada acima dos limites legais
- exigência de habilitação específica para categorias superiores
Outras categorias da CNH não serão alteradas
O projeto não modifica as demais categorias da habilitação.
Como funciona hoje
- Categoria A: motocicletas
- Categoria B: veículos leves
- Categoria C: veículos de carga
- Categoria D: transporte de passageiros
- Categoria E: combinações de veículos de grande porte
A mudança é pontual e focada apenas na categoria B, acompanhando a evolução tecnológica dos veículos.
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Próximos passos do projeto
Apesar da aprovação inicial, a nova regra ainda não está em vigor.
O que falta para valer
O projeto ainda precisa passar por:
- análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)
- votação na Câmara dos Deputados
- aprovação no Senado Federal
- sanção presidencial
Somente após todas essas etapas a medida poderá entrar em vigor.
O que esperar para os próximos anos
A tendência é que o Brasil acompanhe o movimento global de incentivo a veículos elétricos e híbridos.
Com isso, mudanças na legislação de trânsito devem se tornar mais frequentes, especialmente para adaptar regras antigas a novas tecnologias.
Para o motorista, isso pode significar mais flexibilidade, mas também a necessidade de acompanhar atualizações constantes nas normas.
Conclusão
A possibilidade de motoristas com CNH categoria B conduzirem veículos mais pesados representa uma adaptação importante à realidade do mercado automotivo moderno.
Embora a medida ainda dependa de aprovação final, ela sinaliza uma mudança relevante no trânsito brasileiro, especialmente com o avanço dos veículos elétricos.
A recomendação é ficar atento às próximas etapas do projeto para entender quando — e como — a nova regra passará a valer.
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