A CNH nas categorias A (motocicletas) e B (veículos de passeio) pode ficar até 80% mais acessível graças a uma proposta formulada pelo Ministério dos Transportes, liderado por Renan Filho. O projeto, pronto para ser encaminhado ao presidente Lula, quer eliminar a obrigatoriedade de frequentar autoescolas, mantendo apenas a aplicação das provas teóricas e práticas pelos Detrans e Contran.
CNH poderá custar até 80% menos com mudança do governo Lula; entenda
Proposta do governo pode reduzir até 80% do custo da CNH A e B, eliminando obrigatoriedade de autoescolas e ampliando acesso.
Até o momento, tirar a habilitação custa entre R$ 3 mil e R$ 4 mil, com cerca de R$ 2.469 pagos à autoescola e R$ 746 em taxas do Detran. O novo modelo permite que o motorista aprenda por conta própria, contrate instrutor autônomo credenciado ou estude via ensino à distância.
Projeto da CNH mais barata

Objetivos e escopo
O projeto visa:
- reduzir custos com autoescolas
- democratizar o acesso à CNH para pessoas de baixa renda
- combater a informalidade, já que cerca de 20 milhões dirigem sem habilitação e 54% da população não possui
Quem será beneficiado
- brasileiros com menor renda
- mulheres afetadas pela escolha familiar de tirar apenas uma habilitação
- jovens buscando o primeiro emprego
- trabalhadores informais que dependem da CNH para subsistência
O que muda no processo de habilitação
Aulas teóricas e práticas
- Autoescolas continuam disponíveis, mas não obrigatórias
- Conteúdo teórico pode ser feito presencial, EAD ou por plataforma da Senatran
- Não haverá carga mínima de 20 horas de aula prática
- Candidato pode dirigir com instrutor autônomo ou familiar, desde que habilitado
Exames obrigatórios
- Provas teórica e prática continuam sendo exigidas pelos Detrans
- A aprovação em ambas é condição para emissão da CNH
- Testes médico e psicotécnico também permanecem obrigatórios
Credenciamento e regulamentação
- Instrutores autônomos serão credenciados pelos Detrans
- Senatran e Detrans fiscalizarão qualidade da formação
- Processo de inscrição será digital via site da Senatran ou Carteira Digital de Trânsito (CDT)
Impactos esperados

Inclusão e igualdade
- Ampliação do acesso à CNH por pessoas de baixa renda
- Maior inclusão de mulheres e jovens
- Mais habilitados reduzindo o número de motoristas irregulares
Redução de custos
- Estimativa de até 80% de economia
- Aulas independentes e materiais gratuitos reduzem custos
- Concorrência estimula queda de preços no mercado
Desafios para autoescolas
- Feneauto alerta para risco de fechamento de até 15 mil centros e perda de 300 mil empregos
- Entidade questiona ausência de análise de impacto e base legal do projeto
- Declara que setor já oferece CNH Social por menos de R$ 1.350
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Segurança no trânsito
- Governo defende que mais habilitação formalizada melhora segurança
- Provas continuam exigindo conhecimento mínimo
- Formação teórica e prática alternativa deve ser bem regulamentada e fiscalizada
Reações da sociedade
Autoescolas e mercado
- Representantes do setor afirmam que proposta pode destruir a cadeia produtiva das autoescolas
- Criticam falta de debate legislativo e impactos sociais da mudança
Usuários e redes sociais
- Comentários em fóruns como Reddit relatam que a autoescola pode não ensinar a dirigir, apenas preparar para prova
- Muitos defendem o modelo americano, onde candidato aprende com familiar ou instrutor particular
- Alguns temem que surjam “máfias” de instrutores informais cobrando alto preço
- Outros veem na proposta uma oportunidade real de acesso acessível à habilitação
Próximos passos

- Proposta seguirá para análise da Casa Civil
- Se aprovada, será regulamentada por resolução do Contran
- Estados adaptarão regras conforme o novo modelo
- Possibilidade de testes-piloto ainda em 2025
Lista de principais pontos
- Proposta do governo reduz custo da CNH em até 80%
- Autoescolas não serão mais obrigatórias nas categorias A e B
- Provas continuam sendo exigidas pelos Detrans
- Instrutores serão credenciados de forma fiscalizada
- Inclusão potencial de novos habilitados, especialmente grupos vulneráveis
- Setor de autoescolas alerta contra fechamento em massa
- Debate segue aceso sobre segurança, regulação e impactos sociais
