Na manhã de quinta-feira (10), o Bitcoin (BTC) rompeu os US$ 111 mil durante as operações na Ásia — momento que coincidiu com mais uma falha técnica na Coinbase, uma das maiores exchanges de criptomoedas do mundo.
Coinbase enfrenta instabilidade técnica enquanto Bitcoin supera US$ 111 mil em novo rali
Em meio a uma falha técnica na Coinbase, o Bitcoin ultrapassou US$ 111 mil. Descubra os fatores por trás desse rali, o impacto institucional e o que esperar a seguir.
Embora as interrupções já não sejam novidade na plataforma, a reação do mercado foi surpreendente: longe de inibir o otimismo, a instabilidade reforçou a crença em um possível novo rali de alta.
Nas redes sociais, especialmente no X (antigo Twitter), veteranos do mercado celebraram o “crash” da Coinbase como um sinal clássico de virada para o BTC. O usuário CryptoCurb deixou claro esse sentimento ao postar: “Coinbase está fora do ar. Os veteranos sabem o que isso significa. Full Send está carregando”.
Enquanto isso, a criptomoeda balançava entre os US$ 111.000 e US$ 112.000 — sendo cotada por volta de US$ 111.172 — impulsionada por fatores técnicos e institucionais, incluindo a publicação da ata do FOMC, que indicou cortes de juros em julho, e fluxos expressivos nos ETFs nos EUA. O resultado foi uma alta de 2,5% nas últimas 24 horas, bem acima do comportamento relativamente estável dos índices americanos.
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O que motivou a reação do mercado?
Sinergia entre falha técnica e especulação de alta
Historicamente, os outages da Coinbase tendem a ocorrer justamente quando o mercado está aquecido. Esse padrão vem do aumento repentino no volume de acessos — cena que gera instabilidade operacional.
Mas, paradoxalmente, isso é encarado por muitos como um sinal positivo: se a plataforma não aguenta a carga, é porque a demanda está elevada, sugerindo que novos altos vêm por aí.
Fatores institucionais alimentando o rali
A alta mais recente foi acompanhada pelo anúncio da ata do FOMC (Fed), que trouxe expectativa de cortes nas taxas de juros já em 30 de julho. Essa sinalização favorece ativos de risco, como ações e criptomoedas.
Junto a isso, os ETFs de Bitcoin à vista registraram uma entrada líquida de US$ 218 milhões em 9 de julho, enquanto o Ethereum (ETH) captou US$ 211 milhões no mesmo período — sugerindo forte presença de investidores institucionais .
O resultado foi claro: o Bitcoin chegou próximo dos US$ 112 mil e recuperou a máxima histórica registrada na Binance.
Reações das redes sociais e do mercado técnico

Sentimento positivo entre traders
Nas mídias sociais, o clima era de entusiasmo. Um usuário declarou que o BTC “tem US$ 4 bilhões em volume de ETFs hoje. Absolutamente insano! Parece que um grande movimento está a caminho!” Essa percepção coleciona senso de urgência e sensação de “não perder o bonde”.
Mesmo funcionários da Coinbase entraram no tom descontraído. Viktor Bunin, especialista em protocolos, publicou mensagens irônicas, reconhecendo que a instabilidade, de fato, se tornou quase ritualística — mas também potencial transformadora para o mercado.
Pressão técnica e projeções
No front técnico, pulverizar US$ 110 mil e sustentar acima dos US$ 111 mil representou a quebra de uma barreira psicológica.
Segundo analistas, isso reforça a força compradora, abrindo caminho para o próximo alvo em US$ 115 mil ou até US$ 120 mil, endossado também pelas opções em aberto na Deribit, que mostram apostas altistas significativas até o final de julho.
Fundamentos institucionais: ETFs, FOMC e aumento dos fluxos
Ata do FOMC e expectativa de corte de juros
A ata da reunião do FOMC em 9 de julho deixou claro que há inclinação para redução das taxas ainda em julho. Esse tipo de gerenciamento monetário é amplamente favorável a ativos de risco. O Bitcoin, historicamente, tende a reagir com força quando taxas começam a recuar.
ETFs à vista e movimento institucional
A entrada líquida de US$ 218 milhões nos ETFs de Bitcoin à vista reforça a tese de institucionalização do ativo. Com fluxos expressivos consecutivos, o mercado sinaliza que compradores corporativos e institucionais estão assumindo posições estratégicas, usando ETFs para entrada sem lidar diretamente com custódia da criptomoeda.
Enquanto isso, no Ethereum, o fluxo foi ainda mais expressivo — uma clara demonstração da popularidade entre profissionais e gigantes das finanças.
Técnica: suporte, resistência e estrutura de alta
Análise de curto e médio prazo
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+311 mil seguidores
Após romper US$ 110 mil, o preço se sustentou nos US$ 111 mil e até alcançou US$ 112 mil. Conforme observam analistas, se o fluxo comprador persistir, teremos alvo em US$ 115 mil e posteriormente US$ 120 mil.
Possíveis correções? Áreas de suporte
Caso surja um fluxo vendedor em resposta, os níveis entre US$ 106.700 e US$ 101.475 estão no radar técnico como regiões onde o preço pode encontrar suporte — até mesmo provocando recuos naturais —, mas sem invalidar o potencial de alta.
Limites da narrativa: riscos latentes
A ocorrência de falhas na Coinbase, mais uma vez, revela a fragilidade em infraestrutura centralizada. Embora o mercado interprete isso como sinal de demanda elevada, também pode expor falta de capacidade operacional, gerando desconfiança em quem depende da exchange.
Mesmo com a altista, existe o risco de retração brutal, especialmente em ambientes altamente alavancados, onde liquidations podem gerar vendagem em cascata. Além disso, se novas tarifas tiverem efeitos negativos na economia global, o risco de “risk-off” pode se intensificar, impactando criptomoedas.
Próximos marcos do mercado
Eventos macroeconômicos
- Decisão do Fed em julho: confirmações sobre taxa de juros podem manter ou reverter a alta.
- Políticas comerciais: o cenário tarifário global, especialmente envolvendo EUA e países emergentes, pode alterar o apetite ao risco.
Deribit: expirations e fluxo de opções
O vencimento de grandes posições de call em US$ 115–120 mil pode definir o cenário da última metade de julho. Se confirmadas com volume, podem impulsionar o BTC ainda mais; ou, caso revertam, criar pressão para baixo.
Considerações finais

A falha técnica da Coinbase não paralisou o mercado — ao contrário, reforçou o sentimento de alta. Com o Bitcoin sustentando acima de US$ 111 mil e rompendo níveis psicológicos, os sinais técnicos e institucionais estão alinhados para um possível novo rali.
No entanto, é essencial acompanhar fatores como estabilidade da plataforma, postura do Fed, fluxo dos ETFs e possíveis retrações.
Neste momento, o Bitcoin se fortalece como exemplo de ativo de risco, e também como reserva estratégica para investidores globais — embora ainda exigindo atenção redobrada em sua execução.
