O Banco Central deve manter a taxa básica de juros (Selic) em patamar elevado por tempo indeterminado. Assim, essa decisão tem efeito significativo sobre o recurso de títulos de renda fixa, como os fundos de crédito privado.
Com a Selic em alta, fundos de crédito privado têm grande atratividade
Banco Central pretende manter a taxa básica de juros em alta, melhorando rendimento de títulos; veja quais fundos serão influenciados.
Esta seara inclui Títulos Incentivados, Recebíveis Imobiliários (CRI) e Contas a Receber do Agronegócio (CRA). Até Dívida Bancária (CDB), Instrumentos Financeiros (LF) e outros negócios garantidos com vantagem de exceder títulos públicos, como letras do Tesouro Direto.
Dentre os 20 fundos, o de maior rentabilidade foi o Riza Meyenii 360 (5,07 mil cotistas e patrimônio líquido de R$ 582 milhões), da gestora Riza, que entregou rentabilidade de 18,05% de janeiro a outubro de 2022, ou seja, 4,3% pontos acima da Selic.
Outros dois fundos Riza (Riza Daikon e Daikon Advsory) têm retornos superiores à Selic, 15,75% e 15,69%, respectivamente, sendo que o primeiro tem patrimônio líquido de R$ 35,8 milhões e 669 cotistas, e o outro, 9,83 mil cotistas e um patrimônio líquido de R$ 592,4 milhões.
Os tipos de cotas
Explica-se que os fundos de recebíveis são divididos em três categorias: sênior, mezanino e subordinado. Os objetivos do investidor e a disposição de assumir riscos podem ser determinados pela escolha entre essas cotas.
De um modo geral, o público preferencia a cota sênior, que é avessa ao risco em termos de obtenção de lucros. A cota mezanino é paga após o pagamento da cota sênior, e a cota subordinada também é paga depois que os cotistas de outros níveis recebem suas cotas, o que significa que eles correm um risco maior de inadimplência.
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Também com alta classificação no ranking estão três fundos da Galapagos Capital – Galapagos Dragon FI, Galapagos Dragon FIC e Galapagos Evolution FIC –, cujas carteiras retornaram 17,32%, 13,66% e 13,45% no acumulado do ano, respectivamente. O fundo visa uma rentabilidade de CDI de mais de 4%.
Imagem: Marcello Casal jr./Agência Brasil
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