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Com a suspensão do consignado do INSS quem já contratou terá a dívida perdoada? Confira

Os principais bancos do Brasil suspenderam o consignado do INSS. Confira o que acontece com quem já havia contratado o crédito!

Avatar de Djamilla Ribeiro Martins Djamilla Ribeiro Martins · · 2 min de leitura
Celular acessando o aplicativo do INSS, ao lado, cédulas de cem e cinquenta reais

Após frequentes críticas do ministro da Previdência Social, Carlos Lupi (PDT), na última segunda-feira (13), o Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS) decidiu reduzir a taxa de juros do consignado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passando de 2,14% para 1,70%.

No entanto, a decisão não agradou os principais bancos que atuam no Brasil, o que causou a suspensão da modalidade em diversas instituições financeiras, como o Bradesco, Itaú, C6 Bank, Mercantil do Brasil e até mesmo dos bancos públicos, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.

O que acontece com o meu contrato de consignado?

Para quem já havia contratado o consignado do INSS, de acordo com os bancos, nada muda, pois a alteração se dá apenas para os novos contratos. Dessa forma, o crédito continuará a ser descontado do benefício do aposentado e pensionista do INSS mensalmente, conforme a quantidade de parcelas e o valor acordado no momento da contratação. Portanto, a dívida não será perdoada.

Diante disso, o que pode acontecer é que o beneficiário busque por outro banco que tenha aceitado as novas taxas de juros e faça a portabilidade do contrato, tendo acesso a um juros menor, o que pode diminuir o valor das parcelas descontadas no benefício.

Eu estava prestes a contratar o consignado, e agora?

Infelizmente, nos bancos que suspenderam o consignado não haverá a assinatura de nenhum novo contrato, mesmo aqueles que já estavam sendo negociados. Por isso, o interessado deve buscar alternativas ou até mesmo aguardar até que as instituições financeiras voltem a oferecer a modalidade.

Na próxima segunda-feira (2), haverá uma reunião interministerial entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), da Casa Civil, Rui Costa (PT) e Previdência Social, Carlos Lupi, para que seja tomada uma decisão quanto a situação do consignado, mas a tendência é que o juros volte ao patamar anterior de 2,14%.

Imagem: Brenda Rocha – Blossom / shutterstock

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