Na última sexta-feira (3), a General Motors (GM), proprietária de marcas como a Chevrolet, deu início a um corte de pessoal na fábrica de São José dos Campos, no interior de São Paulo, em meio a um cenário de queda nas vendas dos veículos.
Dessa forma, dos 4 mil funcionários, 34 foram demitidos na última semana. Embora o número não represente nem 1% dos trabalhadores da unidade, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos afirmou que as demissões ocorreram em todos os setores da unidade, sem que tenha dado uma justificativa ou tenha sido feita uma negociação prévia.
Aviso de greve
À vista disso, na última terça-feira (7), em protesto aos cortes, os trabalhadores cruzaram os braços durante uma hora e meia na entrada à fábrica.
Além disso, o sindicato aprovou um aviso de greve, que alerta sobre a possibilidade de nova paralisação se não se atenda a reivindicação por estabilidade de emprego, com a negociação de alternativas para que se evitem as demissões.
No entanto, as demissões acontecem em meio a notícias de que a GM planeja reduzir, nos próximos 2 anos, US$ 2 bilhões em custos em todo o mundo, através de “reduções de despesas corporativas, excesso de pessoal e complexidade de nossos produtos”, de acordo com a Arden Hoffman, vice-presidente de recursos humanos.
Produção interrompida na Chevrolet
A GM anunciou que interromperá por três semanas a produção de carros na unidade de São José do Campos. Segundo a montadora, precisa readequar sua produção devido a queda das vendas.
No mês passado, as vendas de veículos no país chegaram ao menor número para fevereiro dos últimos 17 anos, segundo a Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Portanto, as férias coletivas aos trabalhadores acontecerão entre 27 de março e 11 de abril.
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