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Como a aposentadoria funciona para quem paga o INSS por conta própria?

Aposentadoria para trabalhadores autônomos pode ter várias implicações. Saiba como as contribuições individuais afetam os benefícios.

Isabelle SantosPor Isabelle Santos3 min de leitura
Aplicativo do INSS na tela de um celular.

O Brasil presencia um aumento significativo nos valores relacionados à aposentadoria para os trabalhadores autônomos. O número dessa classe cresceu exponencialmente, chegando a 25,7 milhões até maio de 2023, de acordo com Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Assim, esse é o maior registro de profissionais autônomo desde o início da série histórica, em 2015. Ainda, a pesquisa demonstrou que houve um crescimento de 1,5 milhão desses especialistas, comparados ao mesmo período do ano anterior.

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Por que o Contribuinte Autônomo deve Continuar como Segurado do INSS?

Aplicativo do INSS na tela de um celular.
Imagem: rafastockbr/Shutterstock.com

A advogada Adriane Bramante, presidente do IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário), segundo o portal Mix Vale, explica a necessidade de todos os trabalhadores que exercem atividades remuneradas, mesmo não sendo celetista, serem obrigados a contribuir com a Previdência.

Nesse caso, esse recolhimento é de responsabilidade do profissional. No entanto, em algumas situações, empresas contratantes realizam o recolhimento referente à contribuição dos profissionais sem vínculo empregatício. Além disso, a importância do recolhimento é refletida nos direitos previdenciários, como o auxílio-doença, atualmente conhecido como auxílio por incapacidade temporária.

Implicações da Precarização do Trabalho e da Autonomia

À vista disso, Paulo Feldmann, economista e professor da USP (Universidade de São Paulo), acredita que o surgimento de novas atividades autônomas como motoristas e entregadores por aplicativos seja uma resultante da precarização do trabalho e evolução tecnológica. Apesar disso, tais mudanças geram problemas, como a limitação do acesso a benefícios e a perturbação da renda familiar.

Contudo, o trabalho autônomo permite a contribuição ao INSS como contribuinte individual, existindo duas formas para esse procedimento: o plano normal e o simplificado. Ambos com diferentes valores e alíquotas, o que não garante a aposentadoria por tempo de contribuição, segundo as novas regras de transição pós-reforma da Previdência.

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Tipos de Contribuição para Autônomos

Em suma, existem dois tipos de contribuição para autônomos, sendo o primeiro o Plano Normal de Contribuição (Código 1007). Essa modalidade garante todos os benefícios e tipos de aposentadoria, inclusive a por tempo de contribuição. O valor de recolhimento deve ser de 20% sobre o salário, limitando-se ao teto da Previdência, que é de R$ 7.087,22 em 2023.

Enquanto o plano simplificado (Código 1163) exige uma contribuição de 11% sobre o salário mínimo, garantindo a aposentadoria por idade, no valor de um salário mínimo, aplicável a profissionais autônomos que não prestam serviços a empresas e contribuintes facultativos.

Imagem: rafastockbr/Shutterstock.com

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Isabelle Santos

Autor

Isabelle Santos

Graduada em Letras Vernáculas pela Universidade Estadual de Feira de Santana -BA.

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