O governo petista está analisando uma Reforma Tributária. Com a aprovação no Congresso Nacional, o bolso dos mais pobres seriam afetado, porém de um ponto de vista positivo. A proposta está sendo debatida há mais de dez anos.
Como a Reforma Tributária afetará o bolso dos mais pobres?
Duas PECs visam uma reforma tributária e a aprovação pode impactar diretamente nas classes mais baixas. Entenda como!
Há duas Propostas de Emenda à Constituição (PEC) envolvidas na Reforma Tributária. A aprovação implicaria diretamente na simplificação do sistema tributário do país. Uma das PECs tem o objetivo de unificar alguns tributos.
Já a segunda, além de uma unificação, prevê a substituição de alguns impostos. Na prática, com a aprovação, os grupos mais vulneráveis economicamente seriam beneficiados. Isso porque, atualmente, a configuração faz com que os mais pobres paguem impostos mais altos se comparados proporcionalmente àqueles que recebem mais.
PECs da Reforma Tributária
A PEC 45 visa unificar cinco tributos no Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Desse modo, o IBS funcionaria como um Imposto sobre Valor Agregado (IVA). Com essa unificação de impostos o acúmulo de tributos ao longo da cadeia produtiva seria evitado. Estes impostos são:
- Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI);
- Programa de Integração Social (PIS);
- Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins);
- Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS);
- Imposto Sobre Serviços (ISS).
Por outro lado, a PEC 110, que, anteriormente, tinha o objetivo de unificar nove impostos, agora prevê um IVA duplo onde o IBS substituiria o ICMS e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), o ISS, o Cofins e o PIS seriam unificados.
Desproporcionalidade de carga tributária entre as classes
Os cidadãos com as menores rendas concentram o consumo em itens básicos, como alimentação. Já aqueles que possuem uma renda mais elevada, consomem serviços, como viagens.
Hoje, a carga tributária do consumo de bens é maior que o de serviços. No entanto, como exemplificado acima, quem mais possui dinheiro é quem mais contrata serviços, enquanto os mais pobres somente acumulam bens de necessidades básicas.
Portanto, desproporcionalmente, as rendas mais baixas acabam pagando mais impostos. Por esse motivo, a Reforma Tributária pode fazer com que esse recolhimento seja mais justo para os mais pobres.
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Impacto direto na capacidade de consumo
Professores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) supõem algumas situações de devolução dos impostos. Se, por exemplo, a devolução da carga tributária fosse feita para as famílias registradas no Cadastro Único (CadÚnico) que recebem até um salário mínimo, a capacidade de consumo poderia ser elevada em mais de 20%.
Enquanto isso, as famílias de renda média ganhariam uma capacidade de consumo de apenas 5%. Por fim, outra hipótese indica que mais de setenta milhões de pessoas receberiam R$ 9,8 bilhões de devolução de impostos.
Imagem: chayanuphol / Shutterstock
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