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Como a Reforma Tributária afetará o bolso dos mais pobres?

Duas PECs visam uma reforma tributária e a aprovação pode impactar diretamente nas classes mais baixas. Entenda como!

Bruna MachadoPor Bruna Machado3 min de leitura
Bolsa Família

O governo petista está analisando uma Reforma Tributária. Com a aprovação no Congresso Nacional, o bolso dos mais pobres seriam afetado, porém de um ponto de vista positivo. A proposta está sendo debatida há mais de dez anos.

Há duas Propostas de Emenda à Constituição (PEC) envolvidas na Reforma Tributária. A aprovação implicaria diretamente na simplificação do sistema tributário do país. Uma das PECs tem o objetivo de unificar alguns tributos.

Já a segunda, além de uma unificação, prevê a substituição de alguns impostos. Na prática, com a aprovação, os grupos mais vulneráveis economicamente seriam beneficiados. Isso porque, atualmente, a configuração faz com que os mais pobres paguem impostos mais altos se comparados proporcionalmente àqueles que recebem mais.

PECs da Reforma Tributária

A PEC 45 visa unificar cinco tributos no Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Desse modo, o IBS funcionaria como um Imposto sobre Valor Agregado (IVA). Com essa unificação de impostos o acúmulo de tributos ao longo da cadeia produtiva seria evitado. Estes impostos são:

  • Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI);
  • Programa de Integração Social (PIS);
  • Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins);
  • Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS);
  • Imposto Sobre Serviços (ISS).

Por outro lado, a PEC 110, que, anteriormente, tinha o objetivo de unificar nove impostos, agora prevê um IVA duplo onde o IBS substituiria o ICMS e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), o ISS, o Cofins e o PIS seriam unificados.

Desproporcionalidade de carga tributária  entre as classes

Os cidadãos com as menores rendas concentram o consumo em itens básicos, como alimentação. Já aqueles que possuem uma renda mais elevada, consomem serviços, como viagens.

Hoje, a carga tributária do consumo de bens é maior que o de serviços. No entanto, como exemplificado acima, quem mais possui dinheiro é quem mais contrata serviços, enquanto os mais pobres somente acumulam bens de necessidades básicas.

Portanto, desproporcionalmente, as rendas mais baixas acabam pagando mais impostos. Por esse motivo, a Reforma Tributária pode fazer com que esse recolhimento seja mais justo para os mais pobres.

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Impacto direto na capacidade de consumo

Professores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) supõem algumas situações de devolução dos impostos. Se, por exemplo, a devolução da carga tributária fosse feita para as famílias registradas no Cadastro Único (CadÚnico) que recebem até um salário mínimo, a capacidade de consumo poderia ser elevada em mais de 20%.

Enquanto isso, as famílias de renda média ganhariam uma capacidade de consumo de apenas 5%. Por fim, outra hipótese indica que mais de setenta milhões de pessoas receberiam R$ 9,8 bilhões de devolução de impostos.

Imagem: chayanuphol / Shutterstock

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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