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Como deve funcionar a PEC da Transição para garantir os benefícios?

A PEC de Transição elaborada pela equipe de Lula é uma forma de cumprir com as propostas da campanha eleitoral. Confira.

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago2 min de leitura
Lula sorridente olhando para o lado

Para viabilizar o pagamento das promessas realizadas durante a campanha, o presidente eleito Lula (PT) e sua equipe buscam maneiras para fechar as contas. Isso porque o Orçamento de 2023 encaminhado ao Congresso Nacional pelo governo Bolsonaro não tem margem para despesas extras. 

Nesse sentido, a equipe do petista estrutura uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para que seja possível liberar recursos para garantir os benefícios sociais aos brasileiros.

PEC de Transição 

A PEC de Transição tem como principal objetivo permitir despesas fora do teto de gastos, ou seja, permitir que os recursos necessários para manter os benefícios e pagamentos adicionais não entrem para a conta do teto. 

A regra do teto determina que os gastos do governo não podem ser maiores do que o valor do ano anterior. Como o Orçamento de 2023 não abre espaço para pagar os beneficiários e adotar medidas citadas na campanha, o governo Lula precisará da autorização para gastar além do previsto pelo documento. 

A PEC deve ser votada nos próximos dias para que as medidas possam ser aplicadas já com a posse do presidente em janeiro de 2023.

Auxílio Brasil de R$ 600 

Um dos pontos abordados pela proposta é a manutenção do Auxílio Brasil, que voltará a ser chamado de Bolsa Família, com parcelas de R$ 600, visto que no Orçamento consta o auxílio com valor de R$ 405. 

Além disso, Lula prometeu um adicional de R$ 150 para famílias beneficiárias com crianças menores de 6 anos de idade. O montante para viabilizar esses pagamentos deve constar na PEC. 

Reajuste do salário mínimo 

Outro fator da proposta é o aumento real do salário-mínimo, com base no índice da inflação e na média do PIB (Produto Interno Bruto) dos anos anteriores para que os brasileiros consigam um ganho real sobre o reajuste do piso. 

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Atualmente, o cálculo para ajuste leva em consideração apenas a inflação do ano anterior, o que não proporciona um maior poder de compra aos cidadãos. Estão previstos um aumento de 1,3% ou 1,4% do salário-mínimo no próximo ano. 

Recursos para saúde e merenda 

Por fim, a PEC ainda pode trazer a liberação de recursos destinados à área da saúde e educação, para a Farmácia Popular e a merenda das escolas. 

Imagem: Isaac Fontana/shutterstock.com

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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