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Como estão os indicadores da Engie no 2T21? Veja os números

Confira os números da companhia e seu histórico recente de operação

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Como estão os indicadores da Engie no 2T21? Primeiramente, a Engia é a maior produtora privada de energia elétrica do Brasil, com mais de 70 usinas e representando cerca de 6% da capacidade energética do país. Dito isso, quase 90% das fontes de energia da empresa são renováveis, como as usinas hidrelétricas, eólicas, solares e de biomassa.

Recentemente a Engie adquiriu a TAG, passando a ser a detentora da mais extensa malha de transporte de gás natural do Brasil. Desta forma, a empresa em 2020 teve um faturamento de R$ 13,3 bilhões, contando com cerca de 1000 clientes em grupos empresariais.

Indicadores da Engie

Com o intuito de tomar uma decisão de investimento com base nos fundamentos da empresa, é necessário avaliar sua situação financeira e mercadológica. Nesse sentido, os indicadores ajudam a fornecer uma visão macro da companhia e de suas operações, podendo auxiliar o investidor nessa tomada de decisão.

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Dito isso, falaremos brevemente sobre alguns indicadores, os resultados e histórico que os acompanham. Todavia, vale ressaltar que esse artigo não é uma indicação de investimento, e tem por objetivo somente comentar sobre os resultados publicados pela empresa.

Ademais, também se faz valido ressaltar que os números nesse artigo foram tirados das cotações e demonstrações disponíveis até o dia 24/08/2021. Por fim, usaremos as ações ordinárias da Engie como base de análise, sendo seu código na B3 EGIE3.

Indicadores de Rentabilidade e Histórico da Engie

De uma forma geral, toda análise fundamentalista de uma empresa passa pela avaliação da sua rentabilidade. Sendo esse um dos principais aspectos para um investidor, visto que é por meio da capacidade de gerar lucros que o ativo traz retornos.

Dito isso, no 2T21 a Engie alcançou a receita líquida de R$ 3.113 milhões, cerca de 16,6% a mais se comparado ao 2T20. Sendo assim, a empresa obteve um aumento no preço médio dos contratas de venda de energia, com uma alta de aproximadamente 4,9% comparando os dois períodos.

Lucro Líquido

Em suma, o lucro líquido de uma empresa é o rendimento total da organização, e reflete o ganho real das atividades econômicas realizadas pela companhia.  Portanto, o rendimento obtido depois de descontados todos os custos fixos resume o lucro líquido.

Dessa forma, ele representa basicamente os ganhos da empresa obtidos pelas vendas de serviços e produtos, retirando os custos para a fabricação ou prestação do serviço.

Desta forma a Engie teve como lucro líquido no 2T21 R$ 319 milhões, bem abaixo dos R$ 766 milhões alcançados no 2T20. Dito isso, a maior perda dessa rentabilidade tem como explicação a diminuição de receitas não recorrentes.

Margem líquida

Por sua vez, a margem líquida representa a porcentagem de lucro líquido que uma empresa obteve em relação à sua receita total. Assim, quanto maior é o indicador, mais eficiente é a operação da empresa, pois uma maior parte do que foi obtido se tornou lucro.

Nesse sentido, a margem líquida da Engie no 2T21 foi de 10,18%, perdendo cerca de 6,1 p.p. na comparação com o 1T21. Já em relação ao 2T20 a perda foi de 18,3 p.p.

EBITDA

De antemão, podemos afirmar que o EBITDA é um dos indicadores mais usados pelos analistas fundamentalistas. Nesse sentido, a sigla em inglês significa Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization, em português poderia ser traduzido como “lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização”.

Sendo assim, o EBITDA demonstra o potencial real de geração de caixa da companhia, descartando despesas que não são relacionadas a parte tangível da empresa.

Desta forma, o EBITDA da Engie no 2T21 foi de R$ 1.369 milhões, o que representou uma queda de 4,4% na comparação com o mesmo período do ano passado. Em contrapartida, quando comparamos os dois primeiros semestres de cada ano, o indicador mostra um ganho de 12,4% no EBITDA.

Margem EBITDA

Em resumo, a Margem EBITDA caracteriza a capacidade operacional de caixa das empresas, ou seja, representa a aptidão da companhia em gerir recursos mediante as atividades operacionais. Além disso, o indicador não considera os impostos e os efeitos financeiros.

Dessa forma, a Margem EBITDA é calculada a partir da divisão do EBITDA pela receita líquida multiplicada por 100, para aparecer em forma de porcentagem. Nesse sentido, empresas endividadas não devem ser analisadas somente por meio desse indicador, uma vez que os proventos de juros são retirados desse cálculo.

Sendo assim, a margem EBITDA da Engie foi de 43,71% no 2T21, indicando uma queda de 9,3 p.p. em relação ao 1T21. Da mesma forma, a queda em relação ao 2T20 se manteve no mesmo patamar, caindo cerca de 9,2 p.p.

ROE

Primeiramente, o ROE fornece uma proporção entre o lucro líquido de uma empresa e seu patrimônio líquido. Ele é medido por lucro liq. / patrimônio liq. e informa o quanto uma empresa gera de caixa em comparação ao que ela já tem de ativos.

Nesse sentido, o ROE da Engie nesse 2T21 foi de 29%, cerca de 6,5 p.p. abaixo do número alcançado no 1T21. Da mesma forma, quando comparamos o 1S21 com o 1S20 o indicador mostra uma queda de 6,5 p.p.

ROIC

Por sua vez, o ROIC de uma empresa fornece um panorama mais geral da rentabilidade da companhia. A sigla em inglês significa “Retorno Sobre o Capital Investido”, e ele é medido a partir do Resultado Operacional Liquido de Impostos sobre o Capital Investido da empresa.

Dito isso, a Engie conseguiu elevar seu ROIC em 4,3 p.p. no 2T21 quando comparado ao 1T21, chegando aos 23,4% no indicador.

Histórico de Dividendos da Engie

Em síntese, os dividendos são a parte do lucro que a empresa repassa para seus acionistas. Dessa forma, como sócio da empresa, o investidor tem direito a receber os proventos que esta distribui, tornando essa uma das principais formas de se ganhar dinheiro passivamente com ações.

Do mesmo modo, o Dividend Yield mede a porcentagem de dividendos em comparação ao preço da ação. Por exemplo, um Dividend Yield de 10% mostra que 10% do valor da ação está sendo repassado em forma de dividendos para os acionistas.

Desta forma, a Engie é reconhecida no mercado por ser uma boa pagadora de dividendos. Nesse sentido, a empresa pagou proventos nos últimos 13 anos regularmente. Dito isso, o dividend yield atual da Engie é de 6,76%, bem acima dos 3,92% vistos no ano passado e dos 3,19% em 2019.

Endividamento da Engie

Primeiramente, a Engie aumentou a sua dívida bruta em 2,8% comparando o 2T21 com o 1T21. Nesse sentido, o aumento se deve principalmente ao saque junto ao BNDES para construção de dois novos sistemas de transmissão.

Em contrapartida, no final desse segundo trimestre a empresa apresentou uma redução em sua dívida líquida, devido principalmente ao aumento de seu caixa.

Dívida líquida / PL

Primordialmente, a Dívida Líquida/Patrimônio Líquido significa a divisão entre todo o endividamento da empresa e o total de ativos que ela possui. Desta forma, é possível descobrir o quanto uma empresa utiliza de capital de terceiros para financiar suas atividades em relação ao patrimônio dos seus acionistas.

Nesse sentido, a dívida líquida / PL da Engie atualmente é de 1,63x, um pouco acima dos patamares dos últimos anos. Sendo assim, a companhia em 2020 tinha no indicador o número de 1,58x contra 1,56x em 2019 e 1,16x em 2018.

Dívida líquida / EBITDA

Da mesma forma, a Dívida líquida / EBITDA fornece o número de anos que uma empresa levaria para pagar sua dívida líquida, no cenário em que o EBITDA permanece constante.

Dito isso, a dívida líquida / EBITDA da Engie se manteve constante comparando o 2T21 com o 1T21, permanecendo no patamar de 1,9x.

Considerações Finais

Em resumo a Engie é uma das maiores empresa do setor elétrico listadas na B3. Além disso a empresa é justamente reconhecida como uma boa pagadora de dividendos, visto que já se encontra estabilizada em seu mercado.

Ademais, a companhia vem investindo em novas linhas de transmissões, o que a fez aumentar seu endividamento buscando ampliar suas receitas futuramente.

Por fim, o setor elétrico é repleto de empresa grandes, já estabilizadas em seus respectivos mercados e, geralmente, com contratos longos. Sendo assim, cabe ao investidor comparar e analisar o momento e situação de cada empresa, com o intuito de definir a sua melhor estratégia de investimento.

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Imagem: viewimage / shutterstock.com

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