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Como fica a Ame Digital com a crise da Americanas?

Será que a fintech Ame Digital consegue se sustentar agora com a crise da Americanas? Entenda melhor aqui!

Beatriz CapiraziPor Beatriz Capirazi2 min de leitura
Celular mostrando tela de download do aplicativo Ame Digital

A Ame Digital começou a ser um assunto amplamente discutido no mercado financeiro após o rombo de R$ 20 bilhões da Americanas (AMER3), que gerou uma crise enorme na varejista, seguida de uma recuperação judicial em janeiro deste ano.

Como a fintech é uma das empresas que compõe o grupo Americanas, muito se especulou se há algum tipo de dívida também na Ame Digital. Logo após o rombo, diversos especialistas afirmaram de forma certeira que a empresa ia muito bem, no entanto, agora o cenário pode ter mudado.

Como uma das credoras da Americanas, a Ame Digital pode ser usada para fortalecer a varejista durante a crise — e diante da cobrança de outros credores e bancos —, mas também pode ser vendida para aumentar o caixa da empresa. 

Situação financeira da Ame Digital

Após o rombo ter assustado todo o mercado, a Americanas afirmou que as operações relativas à fintech seguiam normalmente. No entanto, vale ressaltar que os negócios da Ame são estritamente ligados à varejista e, por isso, uma pode afetar a outra.

Segundo informações divulgadas pela ‘Fintechs Brasil’, a startup deve receber R$ 974,8 milhões em créditos da Americanas. Dessa forma, após a marca ter sido afetada, algumas mudanças também foram feitas na própria Ame Digital em relação a sua direção.

A CEO da empresa, Anna Christina Ramos Saicali, foi desligada do cargo, assim como o diretor Fábio da Silva Abrate.

Com mudanças feitas após o anúncio do rombo, diversas pessoas passaram a questionar a saúde financeira da fintech, colocando em xeque o futuro da empresa e questionando se ela é sustentável por si só.

Ame Digital se sustenta como negócio?

No entanto, mesmo com essas inseguranças, a empresa vem apresentando resultados sólidos. Afinal, ela teria tido um lucro líquido de R$ 20,2 milhões no 3T22, um resultado acima da expectativa do mercado para o período — demonstrando que a empresa produz lucro por si só.

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Para especialistas do mercado, a Ame Digital se posiciona bem no setor e tem uma estratégia de negócios acertada.

No entanto, embora a crise da Americanas não afete diretamente a startup, isso traz alguns obstáculos para a fintech, que passa a não ser mais uma das prioridades do grupo — que no momento tem como foco manter a varejista em funcionamento. 

Com isso, uma possível venda da Ame Digital não é descartada no intuito de capitalizar a Americanas.

Imagem: Postmodern Studio/shutterstock.com

Beatriz Capirazi

Autor

Beatriz Capirazi

Jornalista especializada em Jornalismo Econômico pela Fundação Getúlio Vargas/Estadão com interesse em Economia, Política e Direitos Humanos. Autora do livro “Vidas Sucateadas — um olhar sobre a devolução de crianças adotadas”.

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