Como os franqueados devem se preparar para o Pix

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A partir de novembro, o Brasil vai dar um passo importante na digitalização dos meios de pagamento. O PIX, solução desenvolvida pelo próprio Banco Central para agilizar a transferência financeira entre pessoas, empresas e instituições bancárias, promete resolver um problema crônico do varejista brasileiro. Isto é, agilizar o processo de compra dos consumidores, oferecendo alternativas eficientes e condizentes com a nova realidade tecnológica. Isso vale não apenas para os grandes, mas principalmente para os pequenos negócios e franqueados, que deverão se preparar para atenderem a essa demanda.

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O PIX vai começar a operar em 16 de novembro com a promessa de melhorar as transferências financeiras no país. Ele pretende ser a alternativa ao DOC e à TED entre os bancos por ser gratuito, confirmar a transação de forma instantânea e estar disponível a qualquer hora do dia ou da noite – a expectativa é que o processo leve até dez segundos. Até 22 de outubro, mais de 50 milhões de chaves de identificação foram cadastradas. Além disso, 762 instituições financeiras foram aprovadas pelo Banco Central a oferecer o serviço a seus clientes. Em suma: uma parcela considerável da população promete usar esse dispositivo.

É um número alto demais para ser ignorado pelos varejistas e, evidentemente, o impacto vai ser grande no varejo como um todo. Afinal, se é possível fazer pagamentos em até dez segundos de forma instantânea e prática, com um simples QR code pelo celular, qual a futura finalidade do boleto, um meio ainda bastante utilizado na realidade brasileira, mas cujo pagamento demora até três dias para cair na conta? Ou então o que esperar da circulação de dinheiro, que já estava em queda há algum tempo, e que agora vê o celular se transformar em uma carteira de fato?

Franqueados e pequenos negócios devem ter novos cuidados com o Pix

Novos meios de pagamentos exigem novos cuidados, modelos e ferramentas para adequar a gestão financeira do negócio à realidade que se aproxima. A conciliação financeira, por exemplo, precisa lidar com transações que se concretizam em segundos, já transferindo o valor diretamente de uma conta financeira a outra. Qualquer desatenção pode acarretar prejuízo na operação. Além disso, o fluxo de caixa tende a ser mais variado, combinando quantias provenientes do PIX, do dinheiro em caixa, de cartões, boletos, etc. É preciso ter uma estratégia adequada para lidar com valores que podem cair na conta da empresa em poucos segundos ou até mesmo em um mês.

A preparação dos pequenos lojistas e de franqueados, contudo, não pode ficar restrita à parte de trás da gestão, mas também deve pensar no contato direto com o consumidor. A experiência de compra dos brasileiros vai passar por uma nova reformulação. O processo de checkout deve ficar mais ágil, semelhante ao que já acontece no e-commerce atualmente, em diferentes segmentos – quanto mais rápida a transação, melhor a percepção da marca. Além disso, a digitalização proporcionada pelo PIX no meio de pagamento coloca o varejo brasileiro finalmente na rota do omnichannel, ao permitir a integração entre o ponto de venda físico com o eletrônico.

Cedo ou tarde, os meios digitais de pagamentos chegariam às lojas físicas com força, estando os empresários preparados ou não. O PIX é o exemplo claro de que se trata de um movimento sem volta. Ou os pequenos lojistas e franqueados adaptam suas estruturas para agilizar o processo de compra de seus consumidores, ou correm riscos de sobrevivência em um futuro cada vez mais digital e tecnológico.

Autor: Henrique Carbonell, sócio-fundador da F360°, empresa especializada em sistema de gestão financeira com conciliação automática de vendas por cartão para o pequeno e médio varejo.

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Imagem: Natali_ Mis / Shutterstock

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