Os funcionários do banco Santander realizaram manifestações nesta terça-feira (6). Os protestos criticaram a decisão do banco sobre a compensação das horas não trabalhadas nos dias de jogos do Brasil na Copa do Mundo.
De acordo com o Sindicato dos Bancários, os protestos têm como objetivo reivindicar o abono das horas não trabalhadas. Além disso, as manifestações também buscam denunciar outros problemas no Santander, como o avanço da terceirização e a falta de funcionários.
Bancários estão indignados, afirma dirigente do Sindicato e bancária do Santander
Ana Marta Lima, dirigente do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, também bancária do Santander, afirmou que os bancários estão indignados.
“O Santander é o único banco com esta postura. Os bancários estão indignados. Afinal, o abono destas horas não trabalhadas nos jogos do Brasil na Copa do Mundo não impactaria em nada no imenso lucro de um banco como o Santander”, afirma.
“Lucro este construído pelos trabalhadores que estão sendo prejudicados por esta postura intransigente da direção do banco”, argumenta Lima.
Dessa forma, os trabalhadores fazem manifestações com palestras e entrega de panfletos para reivindicar o abono das horas não trabalhadas. Do mesmo modo, os trabalhadores também organizaram ações nas redes sociais com um tuitaço utilizando a hashtag #SantanderJogaContra.
Horário de funcionamento os bancos foi estabelecido pela Febraban
A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) determinou o horário especial de atendimento ao público nas agências bancárias nos dias de jogos do Brasil na Copa do Mundo.
Contudo, o Santander impôs aos funcionários do banco a obrigatoriedade de compensar as horas não trabalhadas nas datas das partidas.
Dessa forma, para Lucimara Malaquias, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, o banco “está indo na contramão de todos os bancos que atuam no Brasil”.
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