O mercado imobiliário brasileiro iniciou 2026 com sinais claros de retomada na demanda. Um levantamento da Brain Inteligência Estratégica mostra que 49% das famílias brasileiras pretendem adquirir um imóvel, o maior nível registrado nos últimos 12 meses.
Interesse por compra de imóveis cresce e atinge maior nível em um ano
Intenção de compra de imóveis cresce em 2026. Veja motivos, perfil dos compradores e tendências do mercado.
O dado representa um avanço de cinco pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2025, reforçando que o sonho da casa própria segue firme — mesmo em um cenário de juros elevados.
Na prática, isso indica que o setor pode viver um novo ciclo de aquecimento, impulsionado tanto por necessidades reais quanto por estratégias de investimento.
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O que explica o aumento da procura por imóveis
Mesmo com a taxa básica de juros em patamar elevado, a demanda continua consistente. Isso acontece porque a decisão de compra de um imóvel vai além das condições financeiras imediatas.
1. Sair do aluguel ainda é prioridade
O principal motivo apontado pelos brasileiros é claro: 38% querem sair do aluguel.
Esse movimento está ligado a fatores como:
- Segurança financeira no longo prazo
- Evitar reajustes frequentes de aluguel
- Construção de patrimônio
Para muitas famílias, o valor da parcela de financiamento pode se aproximar do aluguel — o que incentiva a troca.
2. Mudanças de vida impulsionam decisões
Outro fator relevante são os momentos de transição pessoal, como:
- Casamento
- Formação de família
- Busca por mais espaço
- Independência financeira
Essas mudanças costumam acelerar a decisão de compra, especialmente entre jovens adultos.
3. Imóvel como investimento ganha força
O estudo aponta que 28% das compras têm finalidade de investimento, seja para:
- Alugar o imóvel
- Revender no futuro
Esse comportamento mostra uma maior maturidade financeira dos compradores, que enxergam o imóvel como proteção patrimonial.
Jovens lideram a intenção de compra
Um dos dados mais relevantes da pesquisa é o protagonismo da geração Z.
Pessoas entre 21 e 28 anos apresentam:
- 59% de intenção de compra em 2026
- Crescimento em relação aos 49% registrados em 2025
Esse avanço indica uma antecipação do ciclo de compra, já que, historicamente, esse público demorava mais para adquirir o primeiro imóvel.
O que está por trás desse movimento
Alguns fatores ajudam a explicar essa mudança:
- Maior acesso à informação financeira
- Crescimento do trabalho remoto
- Busca por estabilidade em um cenário econômico incerto
Além disso, programas habitacionais e facilidades de crédito também contribuem para esse novo perfil.
Regiões com maior interesse na compra
O levantamento revela diferenças importantes entre regiões do Brasil.
Nordeste lidera intenção de compra
- 55% das famílias pretendem comprar um imóvel
Já outras regiões apresentam índices menores:
- Sudeste: 47%
- Centro-Oeste: 47%
- Norte: 47%
Esse cenário pode estar relacionado a fatores como custo de vida, valorização imobiliária e crescimento urbano regional.
Demanda já está em fase avançada
Além da intenção, o estudo mostra que parte dos consumidores já está em processo ativo de compra:
- 9% pesquisando imóveis online
- 5% visitando unidades
Isso indica que o mercado não está apenas aquecido na teoria — há potencial real de fechamento de negócios nos próximos meses.
Compras recentes também aumentaram
Outro indicador positivo é o volume de aquisições já realizadas:
- 9% dos brasileiros compraram imóvel nos últimos 12 meses
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Esse número se mantém estável em relação ao trimestre anterior, mas cresce na comparação anual, reforçando a recuperação gradual do setor.
Compra deve acontecer nos próximos dois anos
A pesquisa aponta que o aquecimento não é momentâneo.
Cerca de 68% das famílias interessadas pretendem comprar um imóvel em até dois anos, formando uma base sólida de demanda futura.
Esse dado é importante porque:
- Indica previsibilidade para o setor
- Atrai investidores e construtoras
- Sustenta lançamentos imobiliários
Juros altos ainda são desafio
Apesar do cenário positivo, o crédito imobiliário ainda enfrenta um obstáculo relevante: os juros elevados.
A Banco Central do Brasil mantém a política de juros altos para controle da inflação, o que impacta diretamente:
- Taxas de financiamento
- Valor das parcelas
- Capacidade de crédito das famílias
Ainda assim, o interesse pela compra segue resiliente, mostrando que a demanda reprimida continua forte.
Tendências para o mercado imobiliário em 2026
Com base nos dados atuais, algumas tendências se destacam:
Crescimento gradual das vendas
A combinação de demanda elevada e estoque de compradores deve impulsionar o setor.
Maior participação de investidores
O imóvel como ativo de renda tende a ganhar mais espaço.
Digitalização da jornada de compra
A pesquisa online e visitas virtuais devem se intensificar.
Jovens como protagonistas
A entrada precoce no mercado pode redefinir o perfil do comprador brasileiro.
Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital
INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:
