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Interesse por compra de imóveis cresce e atinge maior nível em um ano

Intenção de compra de imóveis cresce em 2026. Veja motivos, perfil dos compradores e tendências do mercado.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes4 min de leitura
imóveis

O mercado imobiliário brasileiro iniciou 2026 com sinais claros de retomada na demanda. Um levantamento da Brain Inteligência Estratégica mostra que 49% das famílias brasileiras pretendem adquirir um imóvel, o maior nível registrado nos últimos 12 meses.

O dado representa um avanço de cinco pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2025, reforçando que o sonho da casa própria segue firme — mesmo em um cenário de juros elevados.

Na prática, isso indica que o setor pode viver um novo ciclo de aquecimento, impulsionado tanto por necessidades reais quanto por estratégias de investimento.

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O que explica o aumento da procura por imóveis

Mesmo com a taxa básica de juros em patamar elevado, a demanda continua consistente. Isso acontece porque a decisão de compra de um imóvel vai além das condições financeiras imediatas.

1. Sair do aluguel ainda é prioridade

O principal motivo apontado pelos brasileiros é claro: 38% querem sair do aluguel.

Esse movimento está ligado a fatores como:

  • Segurança financeira no longo prazo
  • Evitar reajustes frequentes de aluguel
  • Construção de patrimônio

Para muitas famílias, o valor da parcela de financiamento pode se aproximar do aluguel — o que incentiva a troca.

2. Mudanças de vida impulsionam decisões

Outro fator relevante são os momentos de transição pessoal, como:

  • Casamento
  • Formação de família
  • Busca por mais espaço
  • Independência financeira

Essas mudanças costumam acelerar a decisão de compra, especialmente entre jovens adultos.

3. Imóvel como investimento ganha força

O estudo aponta que 28% das compras têm finalidade de investimento, seja para:

  • Alugar o imóvel
  • Revender no futuro

Esse comportamento mostra uma maior maturidade financeira dos compradores, que enxergam o imóvel como proteção patrimonial.

Jovens lideram a intenção de compra

Um dos dados mais relevantes da pesquisa é o protagonismo da geração Z.

Pessoas entre 21 e 28 anos apresentam:

  • 59% de intenção de compra em 2026
  • Crescimento em relação aos 49% registrados em 2025

Esse avanço indica uma antecipação do ciclo de compra, já que, historicamente, esse público demorava mais para adquirir o primeiro imóvel.

O que está por trás desse movimento

Alguns fatores ajudam a explicar essa mudança:

  • Maior acesso à informação financeira
  • Crescimento do trabalho remoto
  • Busca por estabilidade em um cenário econômico incerto

Além disso, programas habitacionais e facilidades de crédito também contribuem para esse novo perfil.

Regiões com maior interesse na compra

O levantamento revela diferenças importantes entre regiões do Brasil.

Nordeste lidera intenção de compra

  • 55% das famílias pretendem comprar um imóvel

Já outras regiões apresentam índices menores:

  • Sudeste: 47%
  • Centro-Oeste: 47%
  • Norte: 47%

Esse cenário pode estar relacionado a fatores como custo de vida, valorização imobiliária e crescimento urbano regional.

Demanda já está em fase avançada

Além da intenção, o estudo mostra que parte dos consumidores já está em processo ativo de compra:

  • 9% pesquisando imóveis online
  • 5% visitando unidades

Isso indica que o mercado não está apenas aquecido na teoria — há potencial real de fechamento de negócios nos próximos meses.

Compras recentes também aumentaram

Outro indicador positivo é o volume de aquisições já realizadas:

  • 9% dos brasileiros compraram imóvel nos últimos 12 meses

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Esse número se mantém estável em relação ao trimestre anterior, mas cresce na comparação anual, reforçando a recuperação gradual do setor.

Compra deve acontecer nos próximos dois anos

A pesquisa aponta que o aquecimento não é momentâneo.

Cerca de 68% das famílias interessadas pretendem comprar um imóvel em até dois anos, formando uma base sólida de demanda futura.

Esse dado é importante porque:

  • Indica previsibilidade para o setor
  • Atrai investidores e construtoras
  • Sustenta lançamentos imobiliários

Juros altos ainda são desafio

Apesar do cenário positivo, o crédito imobiliário ainda enfrenta um obstáculo relevante: os juros elevados.

A Banco Central do Brasil mantém a política de juros altos para controle da inflação, o que impacta diretamente:

  • Taxas de financiamento
  • Valor das parcelas
  • Capacidade de crédito das famílias

Ainda assim, o interesse pela compra segue resiliente, mostrando que a demanda reprimida continua forte.

Tendências para o mercado imobiliário em 2026

Com base nos dados atuais, algumas tendências se destacam:

Crescimento gradual das vendas

A combinação de demanda elevada e estoque de compradores deve impulsionar o setor.

Maior participação de investidores

O imóvel como ativo de renda tende a ganhar mais espaço.

Digitalização da jornada de compra

A pesquisa online e visitas virtuais devem se intensificar.

Jovens como protagonistas

A entrada precoce no mercado pode redefinir o perfil do comprador brasileiro.

Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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