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Confiança do Comércio cai pela segunda vez consecutiva e acende sinal de alerta, aponta FGV IBRE

Dados divulgados pelo FGV IBRE apresentam recuo na Confiança do Comércio e indica cenário desafiador para o setor. Veja!

O Índice de Confiança do Comércio (ICOM), divulgado pelo FGV IBRE, apresentou queda de 3 pontos, chegando a 89,2 pontos. Trata-se do segundo recuo consecutivo. No período analisado, o cenário foi disseminado e afetou cinco dos seis principais segmentos do setor no país. 

De acordo com Geórgia Veloso, economista do FGV IBRE, a segunda queda seguida acende sinal de alerta e aponta para um ambiente ainda desafiador no quatro trimestre deste ano. 

O Índice de Situação Atual (ISA-COM) e o Índice de Expectativas (IE-COM) compõem o ICOM. Em outubro, ambos registraram recuos, de 2 pontos e 3,8 pontos, respectivamente. Sendo assim, o movimento é visto como um sinal de pessimismo para os próximos meses. 

Limitação na melhora do Comércio 

Conforme indica o relatório da pesquisa, as empresas alegaram que os três fatores que têm limitado a melhora do Comércio são: competição, demanda insuficiente e custo financeiro, sendo que a competição é aquela com o maior destaque.

Isso acontece mesmo diante das melhoras no ambiente econômico do país, com redução da inflação e aumento do poder de compra dos brasileiros. Desse modo, um número significativo de companhias do setor têm se queixado sobre o nível atual de demanda.

Outros empecilhos que as companhias também apontaram foram o custo da mão-de-obra e o acesso ao crédito. Diante de uma taxa de juros ainda elevada, os brasileiros encontram dificuldades em acessar as linhas de crédito, que seguem mais caras.

A imagem mostra uma mão digitando em um teclado de notebook e em nuvens carrinho de compras virtual.
Imagem: 13_Phunkod / shutterstock.com

Efeitos do ciclo de cortes de juros ainda não chegou 

Segundo Veloso, os efeitos do ciclo de cortes da taxa básica de juros, anunciado recentemente pelo Copom (Comitê de Política Monetária) ainda não chegaram de forma expressiva para o Comércio. Sendo assim, há uma grande cautela em relação aos próximos meses, o que se relaciona com a piora da confiança dos próprios consumidores. 

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Atualmente, a taxa básica de juros se encontra em 12,75%, após as últimas decisões da autoridade monetária. Até o final deste ano, as estimativas apontam para uma Selic de 11,75%, ainda na casa dos dois dígitos, em patamar elevado. 

Imagem: 13_Phunkod / shutterstock.com