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Confiança dos consumidores atinge menor nível em quase um ano, revela pesquisa do FGV IBRE

Confiança dos consumidores atinge seu menor nível, impactada por preocupações financeiras. Descubra o que desencadeou essa queda.

Ellen D'AlessandroPor Ellen D'Alessandro2 min de leitura
Mulher consulta tablet carregando muitas sacolas de compras, em uma das quais se lê "Black Friday".

O Índice de Confiança dos Consumidores (ICC) da Fundação Getúlio Vargas – Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE) evidenciou uma queda significativa em fevereiro de 2023. Sendo assim, registrando o patamar de 89,7 pontos.

Desse modo, o indicador corresponde a um recuo de 1,1 ponto em relação ao mês anterior, representando o menor nível desde maio do mesmo ano. Ao analisar a média do trimestre, percebe-se, ainda, o quinto mês consecutivo de recuos, marcando 0,9 ponto e um total de 91,2 pontos.

Decréscimo na confiança dos consumidores

confiança do consumidor
Imagem: Krakenimages.com / Shutterstock.com

Essa trajetória de queda na confiança dos consumidores é motivada, principalmente, pelo agravamento das expectativas futuras. Assim, o descontentamento das famílias em relação à situação financeira futura e ao ambiente econômico local se intensificou no período.

Mesmo com uma tendência de queda na taxa de juros e no nível de endividamento, tais indicadores ainda pesam fortemente sobre as finanças familiares. Desse modo, limitando seus gastos e aumentando o pessimismo sobre a economia.

“Apesar da queda gradual dos juros e do nível de endividamento, ambos permanecem elevados e exercendo fortes limitações na situação financeira das famílias, que é refletida na percepção pessimista dos consumidores,” explica Anna Carolina Gouveia, economista do FGV IBRE.

Impacto na economia

Em fevereiro, a queda da confiança dos consumidores teve influência da piora das expectativas em relação ao futuro e de uma sutil melhora nas avaliações sobre o momento atual. O Índice de Expectativas (IE) caiu pelo segundo mês consecutivo e o Índice da Situação Atual (ISA) registrou um leve aumento.

O futuro das finanças familiares é o principal aspecto que contribui para a queda da confiança dos consumidores. No entanto, uma boa notícia veio do ímpeto de compras de bens duráveis, que teve um resultado positivo ao avançar 7,2 pontos.

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No mês do levantamento, este último indicador atingiu o patamar de 95,0 pontos. A confiança na economia diminuiu em todas as faixas de renda, mais intensamente nas menores, e o otimismo em relação ao futuro também declinou. Apenas consumidores com rendas mais altas e mais baixas notaram uma queda nas avaliações sobre a situação atual.

Imagem: PopTika / shutterstock.com

Ellen D'Alessandro

Autor

Ellen D'Alessandro

Ellen D'Alessandro é redatora no portal Seu Crédito Digital. Tem 24 anos e cursa Letras – Português e Alemão na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Apaixonada por leitura e séries de TV, alia sua formação acadêmica ao trabalho com produção de conteúdo informativo sobre direitos sociais, economia e temas que impactam o dia a dia do cidadão brasileiro.

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