O Índice de Confiança dos Consumidores (ICC) da Fundação Getúlio Vargas – Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE) evidenciou uma queda significativa em fevereiro de 2023. Sendo assim, registrando o patamar de 89,7 pontos.
Desse modo, o indicador corresponde a um recuo de 1,1 ponto em relação ao mês anterior, representando o menor nível desde maio do mesmo ano. Ao analisar a média do trimestre, percebe-se, ainda, o quinto mês consecutivo de recuos, marcando 0,9 ponto e um total de 91,2 pontos.
Decréscimo na confiança dos consumidores

Essa trajetória de queda na confiança dos consumidores é motivada, principalmente, pelo agravamento das expectativas futuras. Assim, o descontentamento das famílias em relação à situação financeira futura e ao ambiente econômico local se intensificou no período.
Mesmo com uma tendência de queda na taxa de juros e no nível de endividamento, tais indicadores ainda pesam fortemente sobre as finanças familiares. Desse modo, limitando seus gastos e aumentando o pessimismo sobre a economia.
“Apesar da queda gradual dos juros e do nível de endividamento, ambos permanecem elevados e exercendo fortes limitações na situação financeira das famílias, que é refletida na percepção pessimista dos consumidores,” explica Anna Carolina Gouveia, economista do FGV IBRE.
Impacto na economia
Em fevereiro, a queda da confiança dos consumidores teve influência da piora das expectativas em relação ao futuro e de uma sutil melhora nas avaliações sobre o momento atual. O Índice de Expectativas (IE) caiu pelo segundo mês consecutivo e o Índice da Situação Atual (ISA) registrou um leve aumento.
O futuro das finanças familiares é o principal aspecto que contribui para a queda da confiança dos consumidores. No entanto, uma boa notícia veio do ímpeto de compras de bens duráveis, que teve um resultado positivo ao avançar 7,2 pontos.
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No mês do levantamento, este último indicador atingiu o patamar de 95,0 pontos. A confiança na economia diminuiu em todas as faixas de renda, mais intensamente nas menores, e o otimismo em relação ao futuro também declinou. Apenas consumidores com rendas mais altas e mais baixas notaram uma queda nas avaliações sobre a situação atual.
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