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Confira o que é e o que faz o G20

O G20 reúne as 19 maiores economias do mundo e a União Europeia, representando 85% do PIB global. Entenda como esse grupo promove discussões sobre questões econômicas, sociais e ambientais

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins6 min de leitura
G20

O G20, ou Grupo dos Vinte, é o principal fórum de cooperação econômica internacional, composto pelas 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia. Juntas, essas nações representam 85% do Produto Interno Bruto (PIB) global e dois terços da população mundial. 

Em tempos de desafios econômicos e sociais complexos, o G20 desempenha um papel essencial na busca por soluções para problemas que afetam todos os países. Neste artigo, vamos explorar o que é o G20, como ele surgiu, seu funcionamento, principais temas discutidos e o impacto que esse grupo tem na economia global.

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O Surgimento do G20

O G20 foi criado em 1999, como resposta à crise financeira asiática de 1997-1998, que afetou gravemente vários países emergentes. Inicialmente, o grupo reunia apenas ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais de 19 países e da União Europeia. Seu objetivo era coordenar políticas financeiras e econômicas para evitar novas crises globais.

A partir de 2008, com a eclosão da crise financeira global, o G20 passou a reunir também os chefes de Estado e de Governo, tornando-se um fórum de maior abrangência para discutir questões globais. Desde então, o grupo realiza cúpulas anuais, nas quais os líderes discutem não apenas temas econômicos, mas também questões sociais, ambientais e de segurança internacional.

G20 países
Imagem: Audiovisual G20 Brasil/Divulgação

Quais países fazem parte do G20?

O G20 é formado pelas seguintes economias:

  1. Estados Unidos;
  2. China;
  3. Brasil;
  4. Índia;
  5. França;
  6. Alemanha;
  7. Japão;
  8. Reino Unido;
  9. Itália;
  10. Canadá;
  11. Rússia;
  12. México;
  13. Austrália;
  14. Indonésia;
  15. Turquia;
  16. Argentina;
  17. África do Sul;
  18. Arábia Saudita;
  19. Coreia do Sul;
  20. União Europeia.

Esses países são responsáveis por grande parte da economia global, com o G20 representando cerca de 85% do PIB mundial e uma parcela significativa da população global.

Como funciona o G20?

O G20 não é uma organização formal com uma estrutura permanente, mas sim um fórum de discussão onde os países membros e convidados dialogam sobre questões econômicas e políticas globais. As decisões do G20 não são vinculativas, ou seja, os países não são obrigados a implementar as resoluções, mas há um forte consenso em torno de muitas das iniciativas discutidas.

As reuniões do G20 ocorrem de diferentes formas:

  • Cúpulas de líderes: Encontros anuais de chefes de Estado e de governo;
  • Reuniões dos ministros de Finanças e governadores de bancos centrais: Discussões sobre políticas econômicas globais e estabilidade financeira;
  • Trilhas de trabalho: Reuniões técnicas e de especialistas em áreas como economia digital, agricultura, meio ambiente e mudanças climáticas.

Cada país que preside o G20 define um tema central para o ano, como acontece na presidência do Brasil em 2024, cujo lema é “Construindo um mundo justo e um planeta sustentável”.

A Estrutura do G20: O Papel das Trilhas

O G20 opera com duas principais trilhas de trabalho: a Trilha de Finanças e a Trilha de Sherpas.

Trilha de Finanças

A Trilha de Finanças trata de questões macroeconômicas e financeiras globais. Ela é composta pelos ministros de Finanças e presidentes dos bancos centrais dos países membros e se reúne várias vezes ao ano. Esta trilha lida com temas como:

  • Economia global;
  • Arquitetura financeira internacional;
  • Infraestrutura;
  • Finanças sustentáveis;
  • Tributação internacional.

Além disso, há uma força-tarefa conjunta com o setor de saúde, focada na prevenção e resposta a pandemias, que ganhou destaque após a crise da COVID-19.

Trilha de Sherpas

A Trilha de Sherpas envolve os diplomatas de alto nível, chamados de “sherpas”, que preparam as cúpulas e coordenam negociações entre os países. 

O termo “sherpa” é inspirado nos guias do Himalaia, responsáveis por auxiliar alpinistas a alcançar o topo do Everest. Assim, no G20, os sherpas são responsáveis por garantir que as negociações ocorram sem obstáculos antes da reunião de líderes. Entre os temas abordados pela Trilha de Sherpas estão:

  • Agricultura;
  • Combate à corrupção;
  • Educação;
  • Transições energéticas;
  • Empoderamento das mulheres.

Quais são as principais prioridades do G20?

O G20 discute uma vasta gama de temas, mas algumas questões centrais são recorrentes nas reuniões. Entre os principais assuntos estão:

1. Desenvolvimento Sustentável e Mudanças Climáticas

Uma das prioridades do G20 é enfrentar a crise climática. Muitos países membros, como os Estados Unidos e a China, são grandes emissores de gases de efeito estufa, o que torna esse tema crucial. O Brasil, por exemplo, lidera uma iniciativa de Mobilização Global para a Mudança do Clima, buscando acelerar a transição energética mundial e fortalecer as ações do Acordo de Paris.

2. Combate à Pobreza e Fome

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O G20 também se dedica à erradicação da pobreza e à luta contra a fome. Em 2024, o Brasil lançou a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, com o objetivo de arrecadar recursos e conhecimento para implementar políticas públicas em países em desenvolvimento.

3. Reforma da Governança Global

Uma das bandeiras do Brasil na presidência do G20 de 2024 é a reforma da governança global. Isso envolve a reestruturação das instituições financeiras internacionais, como o FMI e o Banco Mundial, para torná-las mais inclusivas e representativas das economias emergentes e em desenvolvimento.

4. Segurança Alimentar e Saúde Global

A pandemia de COVID-19 destacou a importância de uma resposta global coordenada à saúde. O G20 também aborda temas como a segurança alimentar e as políticas de saúde global, com o objetivo de fortalecer a cooperação internacional na prevenção de futuras crises sanitárias.

O Poder Decisório do G20

Embora o G20 seja um fórum poderoso para discussão e formulação de políticas globais, ele não possui um poder de decisão vinculativo. Ou seja, suas resoluções não têm força legal para obrigar os países a seguir determinadas políticas. O grupo atua mais como um “catalisador” para ações coordenadas entre os membros e outras organizações internacionais.

Os países membros têm autonomia para adotar ou não as recomendações, mas geralmente há um forte incentivo à cooperação, dado o impacto das decisões tomadas no comércio, nas finanças e na política global.

O G20 e a Economia Global

Como mencionado, o G20 representa 85% do PIB global. Isso significa que as decisões tomadas nas cúpulas podem ter um impacto significativo na economia mundial. Por exemplo, em momentos de recessão global ou crise financeira, as políticas coordenadas pelo G20 podem ajudar a estabilizar a economia global.

Além disso, o G20 é uma plataforma importante para discutir a inclusão das economias emergentes nos processos de decisão global, como a reforma das instituições financeiras internacionais e o fortalecimento da governança econômica global.

G20 o que é
Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil

Considerações Finais

O G20 é um fórum fundamental na governança econômica global, reunindo as maiores economias do planeta e discutindo temas cruciais para o futuro da humanidade, como mudanças climáticas, desenvolvimento sustentável, pobreza e segurança alimentar. 

Embora não tenha poder decisório formal, o G20 exerce grande influência na definição das políticas econômicas globais, tornando-se uma peça chave para promover a cooperação internacional em tempos de crise e desafios globais.

Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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