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Consignado CLT: guia completo sobre taxas de juros e migração de contratos antigos

O mês de maio trouxe novidades importantes para milhões de trabalhadores com carteira assinada no Brasil. De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a taxa média de juros do empréstimo consignado CLT fechou o mês em 3,43% ao mês, abaixo dos 3,68% registrados no início do período. Essa redução sinaliza o avanço do programa Crédito do Trabalhador, uma iniciativa do governo federal voltada a baratear o crédito para empregados do setor privado.

Além da redução de juros, o programa iniciou uma nova fase de portabilidade de empréstimos, permitindo que contratos com juros mais altos sejam migrados para o consignado CLT, inclusive entre bancos diferentes. A expectativa é que o movimento impulsione a concorrência no setor de crédito consignado, trazendo benefícios diretos para o trabalhador.

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Imagem: Freepik / Edição: Seu Crédito Digital

O que é o consignado CLT e como funciona?

O consignado CLT é uma nova modalidade de crédito destinada a trabalhadores com carteira assinada, cujas parcelas do empréstimo são descontadas diretamente da folha de pagamento. Essa característica reduz o risco para os bancos e, com isso, permite a oferta de juros mais baixos do que em outras modalidades, como crédito pessoal ou cheque especial.

Características principais:

  • Desconto em folha
  • Taxas de juros médias em torno de 3,43% ao mês
  • Prazo médio de 17 meses para pagamento
  • Garantias possíveis: multa rescisória e, futuramente, saldo do FGTS

A lógica do programa é simples: com mais segurança para os credores, o trabalhador paga menos em juros e tem acesso facilitado ao crédito.

Portabilidade: como funciona e por que é vantajosa

Desde o dia 6 de junho, o Crédito do Trabalhador passou a permitir a migração de empréstimos ativos para o modelo de consignado CLT, mesmo quando o contrato foi firmado com outro banco. A portabilidade, já existente em outros tipos de crédito, chega agora como uma ferramenta poderosa para reduzir o custo da dívida dos trabalhadores.

Como solicitar a portabilidade

  1. Solicite um orçamento com outra instituição financeira que ofereça o consignado CLT.
  2. Compare a nova proposta com o empréstimo atual.
  3. Caso a nova taxa seja menor, o banco de origem pode apresentar contraproposta.
  4. Se não cobrir a oferta, deverá liberar a portabilidade.
  5. A migração pode envolver até nove empréstimos distintos, unificados em um único contrato.

Inicialmente, o processo ocorre por meio dos canais digitais dos bancos. A integração com a Carteira de Trabalho Digital está prevista, mas ainda depende de ajustes operacionais.

Avanço do programa Crédito do Trabalhador

Lançado oficialmente em março de 2025, o programa Crédito do Trabalhador tem como meta ampliar o acesso ao crédito para trabalhadores que antes dependiam de empréstimos informais ou com juros abusivos. Segundo o ministro Luiz Marinho, “estamos substituindo o agiota por um crédito com garantia e segurança”.

Números atualizados do programa:

  • R$ 13,9 bilhões emprestados até 5 de junho
  • 2,4 milhões de trabalhadores beneficiados
  • Valor médio por contrato: R$ 5.532,62
  • Prestação média: R$ 317,56 em 17 parcelas

Além da redução de juros, o programa aposta em educação financeira e empoderamento do trabalhador por meio da concorrência entre bancos e fintechs.

Onde contratar o empréstimo consignado CLT

No início, o empréstimo estava disponível apenas via aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, tanto em sistemas Android quanto iOS. Desde 25 de abril, bancos e fintechs autorizados passaram a oferecer a modalidade diretamente em suas plataformas, como:

  • Apps bancários
  • Caixas eletrônicos
  • Agências físicas
  • Canais de atendimento online

Dica importante

Mesmo com a ampliação dos canais, o governo recomenda comparar propostas antes de fechar negócio. A concorrência entre instituições pode gerar diferenças relevantes nas taxas de juros.

Futuro do programa: FGTS como garantia

FGTS Direitos Trabalhistas
Imagem: Canva

Um dos pilares futuros do Crédito do Trabalhador será o uso do saldo do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) como garantia adicional. Hoje, apenas a multa rescisória pode ser utilizada como caução, mas o plano é permitir que o saldo total do FGTS sirva como lastro para novos contratos.

Situação atual

A proposta depende de aprovação do Conselho Curador do FGTS, que se reunirá no final de julho de 2025. A Caixa Econômica Federal, responsável pela operacionalização do fundo, ainda está definindo como será feita a integração com o programa.

Potenciais impactos

  • Juros ainda mais baixos
  • Maior oferta de crédito com menos risco para os bancos
  • Melhor utilização do FGTS como ferramenta de inclusão financeira

Declarações do ministro Luiz Marinho

O ministro do Trabalho e Emprego tem defendido publicamente a expansão e o monitoramento do programa. Em entrevista recente, Marinho afirmou que “não aceitaremos práticas abusivas”, e que bancos que insistirem em cobrar juros altos poderão ser excluídos da iniciativa.

Trechos de destaque:

“Estamos monitorando diariamente e vamos notificar as instituições que praticarem juros abusivos, e até excluí-las.”

“Volto a insistir que o trabalhador pesquise a melhor taxa de juros, não aceite a primeira proposta.”

O recado é claro: o governo quer garantir que o trabalhador obtenha condições justas, e que o programa atinja o objetivo de substituir dívidas caras por crédito acessível e responsável.

Comparativo entre modalidades de crédito

Veja como o consignado CLT se posiciona frente a outras linhas de crédito comuns:

ModalidadeJuros médios mensais (%)Prazo médioGarantiaRisco para o bancoAcesso
Crédito pessoal tradicional6,5%12-24 mesesNenhumaAltoFácil
Cheque especial8,0%Curto prazoNenhumaAltíssimoAutomático
Consignado CLT3,43%17 mesesFolha + multa/FGTSBaixoMédio
Consignado público (INSS)1,8%60 mesesFolhaMuito baixoFácil

Como garantir a melhor taxa de juros?

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Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

A principal recomendação do MTE é que o trabalhador não aceite a primeira proposta. Compare:

  • Taxa de juros mensal e anual (CET)
  • Prazo de pagamento
  • Valor total das parcelas
  • Custo efetivo total (CET)

Além disso, avalie a reputação da instituição financeira, especialmente se for uma fintech nova. A portabilidade e a ampla concorrência são ferramentas a favor do consumidor.

Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital