A discussão sobre uma possível redução do teto de juros do crédito consignado para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi adiada pelo governo federal. A reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), inicialmente prevista para o fim de julho, foi remarcada para 4 de agosto.
CNPS remarca reunião para 4 de agosto e teto do consignado pode entrar na pauta
Governo adiou para 4 de agosto a reunião que pode discutir a redução do teto de juros do consignado do INSS. Entenda o que pode mudar.
O encontro poderá analisar uma eventual diminuição do limite máximo de juros cobrados nas operações de empréstimo consignado, tema que vem sendo debatido pelo Ministério da Previdência Social desde o início do ciclo de queda da taxa Selic.
Embora ainda não exista uma proposta oficial em votação, o governo avalia que o cenário econômico pode abrir espaço para uma redução da taxa.
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Por que a reunião foi adiada?

Segundo o Ministério da Previdência Social, o adiamento ocorreu porque o Conselho precisará tratar de outra pauta considerada prioritária.
Entre os assuntos está a definição dos referenciais monetários que serão utilizados na elaboração do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027.
Com isso, a discussão sobre o consignado foi transferida para a reunião marcada para o dia 4 de agosto.
O que pode mudar no consignado do INSS?
O principal tema em análise é o teto de juros das operações de empréstimo consignado destinadas aos beneficiários do INSS.
Atualmente, o limite máximo autorizado é de 1,85% ao mês, percentual aprovado em março de 2025 e mantido desde então.
Caso o conselho aprove uma redução, os bancos e instituições financeiras deverão respeitar o novo teto nas novas contratações.
Por que o governo estuda reduzir os juros?
A avaliação do Ministério da Previdência Social é que o cenário econômico mudou desde a última atualização do teto.
Quando a taxa de 1,85% foi mantida, a taxa básica de juros (Selic) estava em trajetória de alta.
Agora, com o início do ciclo de redução da Selic pelo Banco Central, o governo entende que existe espaço para discutir uma diminuição do limite do consignado.
A intenção é aproximar o teto da nova realidade do mercado financeiro, desde que isso não comprometa a oferta de crédito aos aposentados e pensionistas.
Ainda não há decisão sobre o novo percentual
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou que a equipe técnica já concluiu estudos sobre o tema, mas ainda avalia se existem condições para apresentar uma proposta formal ao conselho.
Segundo o ministro, caso a trajetória de queda da Selic continue nos próximos meses, a redução do teto deverá entrar definitivamente na pauta do CNPS.
Até o momento, porém, nenhum novo percentual foi divulgado.
Governo quer criar uma regra permanente para o teto dos juros
Além da discussão sobre uma possível redução imediata, o governo também negocia com representantes do setor financeiro uma mudança na forma de definição do teto do consignado.
A proposta é substituir as decisões pontuais do Conselho Nacional de Previdência Social por uma metodologia permanente.
Essa fórmula poderá considerar fatores como:
- taxa Selic;
- custo de captação das instituições financeiras;
- despesas operacionais;
- risco das operações de crédito.
A ideia é tornar o processo mais previsível tanto para os bancos quanto para os beneficiários.
O que é o empréstimo consignado do INSS?

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O consignado é uma modalidade de crédito destinada a aposentados, pensionistas e outros beneficiários autorizados por lei.
Sua principal característica é o desconto automático das parcelas diretamente no benefício pago pelo INSS.
Por apresentar menor risco de inadimplência, essa modalidade costuma oferecer juros inferiores aos praticados em empréstimos pessoais tradicionais.
A redução dos juros será automática?
Não.
Mesmo que o Conselho Nacional de Previdência Social aprove um novo teto em agosto, isso não significa que todos os contratos existentes terão redução imediata.
A alteração normalmente passa a valer para novas operações e, em alguns casos, para renegociações realizadas após a entrada em vigor da nova regra.
Quem já possui contrato ativo continuará sujeito às condições previstas no momento da contratação, salvo se optar por refinanciar ou portar a dívida para outra instituição.
Beneficiários devem aguardar decisão oficial
Por enquanto, aposentados e pensionistas não precisam tomar nenhuma providência.
A reunião marcada para 4 de agosto poderá definir se haverá ou não uma proposta formal de redução do teto dos juros do consignado.
Até que o CNPS delibere sobre o tema, permanece em vigor o limite de 1,85% ao mês para novas operações de crédito consignado do INSS.
A recomendação é acompanhar os canais oficiais do Ministério da Previdência Social e do INSS antes de contratar empréstimos ou acreditar em promessas de redução imediata das taxas, já que nenhuma mudança foi aprovada até o momento.
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