Um projeto de lei, que foi recentemente aprovado pela Câmara dos Deputados, agora será apreciado pelo Senado.
Conta de luz mais cara até 2045: Câmara aprova projeto que afeta os mais pobres
Projeto de Lei prevê um acréscimo de R$118 bilhões a grupos favorecidos com energia renovável; veja e entenda quem sai ganhando com isso.
O PL 2703/2022 prorroga por mais seis meses o prazo dos consumidores que geram sua própria energia renovável para solicitar acesso à rede de distribuição, sem perder os direitos nas suas tarifas vigentes. No entanto, os consumidores que não geram sua própria energia renovável serão lesados.
Isso porque R$ 118 bilhões devem ser adicionados a esse grupo até 2045, segundo dados da Associação dos Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee). Afinal, mais da metade da população brasileira não tem capacidade de produzir energia.
Quem ganha com o Projeto da conta de luz
Com a aprovação na Câmara, o PL seguirá para o Senado, que avaliará o texto. Além disso, associações de distribuidores, consumidores e senadores devem avaliar o documento. Essas organizações se opõem à extensão do mérito, especificamente, porque afetam os desfavorecidos.
Qualquer pessoa que invista em energia renovável, ou a venda, se beneficiará com essa legislação. No entanto, os mais pobres, sem recursos para investir nesse tipo de energia, seja produzindo ou comprando, serão prejudicados pelas decisões do projeto.
O projeto também inclui mais dois “jabutis”, essas adições são especificamente destinadas a projetos legislativos que visam dados demográficos específicos.
Essas adições buscam aumentar o custo da eletricidade para os consumidores; são elas: a caracterização de Pequenas Centrais Hidrelétricas como Geração Distribuídas de até 30 MW.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Dessa forma, esse grupo favorecido fica isento de pagar taxas de distribuição, transmissão e setor até 2045, apesar de receber energia de geradoras, distribuídas e transmitidas. Quem não gera sua própria energia renovável, ou não pode contratá-la, é quem paga mais caro, inclusive tarifas e outras taxas.
No entanto, o conceito inicial era que esses méritos seriam revistos ao longo do tempo para que não existissem desequilíbrio e, assim, os mais pobres não precisariam arcar com as despesas dos outros.
Imagem: TanitJuno / shutterstock.com
