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Coreia do Sul paga indenização por escravidão japonesa: entenda o caso

A Coreia do Sul fez um acordo com o Japão que determinou que ficará responsável pelas indenizações da escravidão japonesa. Entenda o caso.

Paula PifferPor Paula Piffer2 min de leitura
Imagem de correntes, algemas, o símbolo da bandeira do japão em uma parede de tijolos

Com o objetivo de melhorar a relação entre a Coreia do Sul e o Japão, o Presidente coreano, Yoon Suk Yeol, anunciou um plano indenizatório às vítimas da escravidão japonesa. O anúncio aconteceu na segunda-feira, 06 de março de 2023.

A indenização é para as vítimas que trabalharam forçadamente em fábricas e minas entre 1910 e 1945. Nessa época, contudo, a Coreia e o Japão estavam em conflito. Além disso, nessas décadas, o país coreano foi obrigado a se tornar um colônia japonesa.

Dessa forma, durante a Segunda Guerra Mundial, o Japão impôs seu idioma, cultura e valores aos sul-coeranos. Como consequência, estudiosos estimam que cerca de 150 mil cidadãos foram diretamente afetados pelo conflito. Entretanto, em 1965 ambos países retomaram suas relações de forma diplomáticas.

Indenização vai sair do bolso da Coreia

De acordo com Kim Tae-hyo, Vice-Presidente do Conselho de Segurança Nacional do país sul-coreano, a justificativa é de que o “governo Yoon busca interesses comuns com o país vizinho [Japão] enquanto trabalha em conjunto pela paz regional e mundial”.

Os sul-coreanos, no entanto, não ficaram felizes com a notícia. Isso porque empresas do setor privado do próprio país depositarão dinheiro em uma conta para pagar a indenização. Cada companhia destinará o valor que decidir para o fundo. Entretanto, as vítimas exigem indenizações de empresas japonesas e a oposição do atual governo o acusam de se render a Tóquio.

Estados Unidos não poderia ficar de fora

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Joe Biden, atual Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), comemorou o acordo no Twitter. Entretanto, não é uma simples comemoração, uma vez que a Coreia do Sul e o Japão buscam uma relação mais próxima, especialmente junto aos EUA. Dessa forma, a tríade de países tem como objetivo principal medir forças com a China e a Coreia do Norte.

Imagem: Ev. Safronov / shutterstock.com – Edição: Equipe SeuCreditoDigital

Paula Piffer

Autor

Paula Piffer

Formada em Comunicação Social, com ênfase em Publicidade e Propaganda, atualmente é pós-graduanda em Negócios Digitais pela USP.

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