Os serviços postais básicos ficaram mais caros no Brasil. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos passou a aplicar, desde 12 de abril de 2026, um reajuste médio de 4,05% nas tarifas de cartas e telegramas.
A atualização foi autorizada pelo governo federal e oficializada poucos dias antes da entrada em vigor. Segundo a estatal, o aumento ficou abaixo da inflação acumulada de 2025, o que, na visão da empresa, ajuda a manter o equilíbrio entre sustentabilidade financeira e acesso da população aos serviços.
Importante destacar que o reajuste não inclui serviços de encomendas, como Sedex e PAC.
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Novos preços: quanto custa enviar cartas e telegramas
A nova tabela trouxe mudanças nos principais serviços utilizados por pessoas físicas e empresas.
Carta simples

A carta básica, com peso de até 20 gramas, passou a custar:
R$ 2,65
Esse é o serviço mais utilizado para correspondências pessoais e documentos simples.
Carta comercial

Voltada principalmente para empresas, a carta comercial agora tem preço inicial de:
R$ 3,85
O valor pode variar conforme peso e formato.
Telegrama

Apesar de menos utilizado atualmente, o telegrama ainda é oferecido e também sofreu reajuste:
Via agência: R$ 23,47
Via internet: R$ 16,21
A diferença de preço ocorre por conta do custo operacional do atendimento presencial.
Por que os preços foram reajustados
Segundo os Correios, o reajuste segue critérios técnicos definidos pelo governo. A metodologia está baseada na Portaria nº 386/2018 do Ministério da Fazenda.
Como funciona o cálculo
O valor é atualizado com base em:
Inflação oficial medida pelo IPCA
Desconto de ganho de produtividade
Custos operacionais do serviço
Esse modelo busca evitar aumentos excessivos e manter os preços alinhados à realidade econômica.
Reajuste abaixo da inflação: o que isso significa
Na prática, quando o reajuste fica abaixo da inflação, o serviço sofre uma redução real de preço.
Ou seja, mesmo com aumento nominal, o custo relativo para o consumidor pode ser menor em comparação ao aumento geral de preços da economia.
Esse tipo de ajuste é comum em serviços públicos regulados.
Impacto para consumidores e empresas
O impacto do reajuste varia conforme o perfil de uso.
Para pessoas físicas
O efeito tende a ser pequeno, já que o envio de cartas diminuiu nos últimos anos com a digitalização de serviços.
Ainda assim, pode afetar quem utiliza correspondência para:
Envio de documentos físicos
Comunicações formais
Cartas pessoais
Para empresas
Empresas que utilizam envio em larga escala podem sentir mais impacto.
Setores como:
Cobrança
Comunicação institucional
Marketing direto
podem ter aumento de custos operacionais.
Telegrama ainda é utilizado? entenda o papel do serviço
Embora pareça ultrapassado, o telegrama ainda tem uso específico no Brasil.
Ele é comum em situações formais que exigem comprovação de envio e recebimento, como:
Comunicações jurídicas
Notificações extrajudiciais
Processos administrativos
Por isso, mesmo com baixa demanda, o serviço continua ativo.
Serviços não afetados pelo reajuste
O aumento não se aplica a serviços de encomendas.
Isso significa que modalidades como:
Sedex
PAC
continuam com preços próprios, definidos por outras dinâmicas de mercado e custos logísticos.
Tendência: digitalização reduz uso de cartas
O volume de correspondências físicas vem caindo ao longo dos anos.
Fatores como:
Uso de e-mail
Aplicativos de mensagens
Digitalização de documentos
têm reduzido a demanda por serviços tradicionais.
Mesmo assim, os Correios ainda desempenham papel essencial, especialmente em regiões com menor acesso digital.
Vale a pena continuar usando carta?
Depende da necessidade.
Situações em que ainda faz sentido
Envio de documentos originais
Comunicações formais com validade jurídica
Locais sem acesso digital
Para o dia a dia, meios digitais tendem a ser mais rápidos e econômicos.
Imagem: Vergani Fotografia/ Shutterstock
