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Corretoras de criptomoedas são condenadas na Justiça

Mesmo sem uma legislação específica, as corretoras de criptomoedas podem ser responsabilizadas em casos de golpe. Entenda mais!

Bruna MachadoPor Bruna Machado2 min de leitura
Corretoras de criptomoedas são condenadas na Justiça

O Congresso mostra-se resistente no que diz respeito à aprovação de leis para regularizar a atuação de corretoras de criptomoedas. Com isso, as empresas estão sendo tratadas de maneira similar aos bancos em casos de golpes. 

Aplicações como Bitcoin e o Etherium, segundo o Banco Central, já respondem por ‘meia Bolsa’. Segundo o Código de Defesa do Consumidor (CDC), as instituições financeiras têm a responsabilidade manter o ambiente virtual seguro para que seus respectivos clientes possam realizar operações sem preocupações.

Assim, no caso da falta da segurança no ambiente virtual, a instituição financeira deve instituir os prejuízos. Portanto, em um dos casos, a Binance teve que indenizar um cliente que foi vítima de uma fraude no ambiente virtual de movimentação das criptomoedas.

Entenda um caso de fraude em uma corretora de criptomoedas

A maior corretora do mundo, Binance, recentemente, teve que ressarcir um cliente em R$ 13,6 mil, além de R$2.000 por danos morais. Com base no CDC, o juiz Carlos Castilho Aguiar França considerou que a empresa foi responsável pelas perdas devido a ineficiência do sistema de segurança no serviço prestado. 

No entanto, a Binance se negou a pagar pelo golpe sofrido pelo investidor. A empresa apenas desejou prisão ao golpista, e que o dinheiro da vítima fosse recuperado o mais breve possível.

Por fim, a Binance pediu alerta e desejou segurança ao cliente. Isso ocorreu em uma tratativa direta pelo SAC da empresa. Contudo, na justiça a Binance não obteve sucesso ao atribuir a culpa pela invasão dos dispositivos ao seu cliente. 

As corretoras de criptomoeda continuarão sem uma legislação específica

Cada vez mais, a movimentação de pequenos investidores no mundo das moedas digitais cresce, portanto, o número de hackers, furtos e invasões também cresce. Assim, há mais necessidade de uma legislação específica no que diz respeito a essas instituições financeiras.

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Em 2021, um esquema, que chegou a movimentar cerca de R$38 bilhões, foi descoberto em uma pirâmide financeira, conhecido como ‘faraó do Bitcoin’. A operação foi deflagrada pela Polícia Federal. Além disso, há pouco tempo o ‘Sheik dos Bitcoins’ teve relógios e dinheiro apreendidos em outra operação. 

No entanto, o projeto de lei que visa fiscalizar de maneira mais rigorosa as instituições financeiras de criptomoedas foi interrompido diante das eleições. Além disso, empresários intencionavam que as regras fossem ‘afrouxadas’; contudo, o projeto está pronto para ser votado na Câmara. 

Imagem: Chinnapong / shutterstock.com

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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