Neste domingo (12), o presidente Jair Bolsonaro cogitou a correção pela inflação da tabela do Imposto de Renda. Com isso, seria elevado em R$ 76,92 o teto da faixa salarial isenta, para o valor de R$ 1.980,90. O cálculo considera uma projeção de 4,04% para a inflação oficial, o índice IPCA, dos economistas ouvidos pelo boletim Focus, do Banco Central (BC).

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Bolsonaro quer corrigir a tabela do Imposto de Renda, saiba como fica

Como é a tabela do Imposto de Renda atualmente:

  • Até R$ 1.903,98 – isento
  • De R$ 1.903,99 até R$ 2.826,65 – alíquota de 7,5%
  • De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05 – alíquota de 15%
  • De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68 – alíquota de 22,5%
  • Acima de R$ 4.664,68 – alíquota de 27,5%

Como ficaria a tabela do Imposto de Renda:

  • Até R$ 1.980,90 – isento
  • De R$ 1.980,91 até R$ 2.940,85 – alíquota de 7,5%
  • De R$ 2.940,86 até R$ 3.902,59 – alíquota de 15%
  • De R$ 3.902,59 até R$ 4.853,13 – alíquota de 22,5%
  • Acima de R$ 4.853,13 – alíquota de 27,5%

Portanto, o teto sob o qual incide a maior alíquota de 27,5%, passaria dos atuais R$ 4.665,68 para quem ganha acima de R$ 4.853,13.

Entretanto, essa mudança não viria em um bom momento. O governo passa por um momento de grande fragilidade fiscal, pelo menos até 2022. Com o reajuste da tabela, o contribuinte pagaria menos e o governo arrecadará também menos, consequentemente.

Além disso, caso a reforma não passe e a nossa economia continue em lenta recuperação, a entrada em vigor da correção da tabela de Imposto de Renda poderá agravar ainda mais o quadro fiscal.

Só para se ter uma ideia da defasagem da tabela do Imposto de Renda, ela equivale a 95,46% nos últimos 22 anos, de acordo com cálculos Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional).

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