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Escândalo de corrupção no Itaú: ações serão afetadas?

Especialistas avaliam que o escândalo no Itaú (ITUB4) não afetará as ações ou dividendos do banco, mas pode comprometer a governança corporativa.

Bruna MachadoPor Bruna Machado3 min de leitura
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O recente escândalo envolvendo o Itaú (ITUB4), que inclui acusações de conflito de interesses contra o ex-CFO Alexsandro Broedel e o uso indevido de recursos por parte do ex-CMO, gerou questionamentos sobre a governança corporativa do banco.

Apesar disso, analistas do mercado financeiro acreditam que as consequências para as ações e dividendos da instituição serão limitadas.

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O que motivou o escândalo no itaú

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Imagem: Diego Thomazini / Shutterstock.com

As acusações contra Broedel, conforme apurou o Estadão, apontam para pagamentos de R$ 13,3 milhões entre 2019 e 2024 à empresa de um professor de contabilidade, Eliseu Martins. Broedel, sócio de Martins em outra companhia, teria recebido 40% desse valor.

A defesa do ex-CFO afirma que as acusações são infundadas e destaca que Martins já prestava serviços ao Itaú há duas décadas.

Além disso, o diretor de marketing (CMO) do Itaú foi demitido recentemente por mau uso do cartão corporativo, agravando as discussões sobre as práticas internas de governança.

Ações em alta e dividendos mantidos

Mesmo com os acontecimentos, as ações do Itaú operam em alta. Nesta segunda-feira (9), os papéis ITUB4 registraram valorização de 0,92%, cotados a R$ 33, às 11h22. Especialistas ressaltam que o valor envolvido no suposto conflito de interesses é pequeno frente ao porte da instituição, reduzindo o impacto financeiro direto.

De acordo com Artur Horta, da GTF Capital, as medidas tomadas pelo Itaú mostram comprometimento com a transparência. “A empresa identificou o problema e busca punição. Isso abre espaço para melhorias na governança corporativa”, comenta.

Além disso, a perspectiva de dividendos para 2025 continua positiva, com retorno estimado em 8% do valor das ações, segundo Matheus Nascimento, da Levante Inside Corp.

Governança corporativa sob questionamento

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Imagem: SERGIO V S RANGEL / Shutterstock.com

Embora os impactos financeiros sejam mínimos, os analistas concordam que os casos podem manchar a reputação da governança corporativa do Itaú.

“O sentimento negativo a curto prazo é inevitável”, diz Nascimento. Ele acredita, no entanto, que o médio e longo prazo permanecem sólidos, com a tese de investimentos do banco mantida.

Felipe Sant’ Anna, da mesa proprietária Star Desk, destaca que o Itaú demonstrou comprometimento com as regras do mercado ao tratar o caso de forma transparente. Para ele, o escândalo não muda o apelo das ações ITUB4, que continuam atrativas para investidores interessados em dividendos e crescimento a longo prazo.

Projeções para as ações ITUB4

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O preço-alvo da Levante para os próximos 12 meses é de R$ 41, o que representa um potencial de valorização de 25,4% em relação ao fechamento da última sexta-feira (6). Essa previsão reflete o desempenho operacional robusto do Itaú, que, apesar dos escândalos, continua apresentando indicadores financeiros sólidos.

Aprendizados e próximos passos

Para analistas, os recentes episódios reforçam a necessidade de aprimoramento na supervisão interna do banco. Horta destaca que, enquanto a gestão falhou em detectar as irregularidades inicialmente, a resposta rápida é um ponto positivo.

Por outro lado, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) deve investigar o caso, aumentando a pressão por maior transparência e governança.

Considerações finais

Apesar das controvérsias envolvendo sua alta gestão, o Itaú (ITUB4) continua sendo visto como um investimento atrativo para investidores. O episódio, embora levante questionamentos sobre a governança, é avaliado como de impacto limitado em termos financeiros.

A postura proativa do banco e a força de sua operação sustentam perspectivas otimistas para ações e dividendos, mantendo o Itaú como um dos principais players do mercado financeiro brasileiro.

Imagem: cookie_studio- Freepik / Edição: Seu Crédito Digital

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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