Por este motivo, a deputada apontou alguns dados importantes, revelando assim o motivo dessa necessidade de acordo com sua concepção. Até então, nós já temos cotas raciais e étnicas, cotas de renda e também aquelas voltadas às pessoas que vieram do ensino público.
Qual porcentagem de cota a deputada prevê em seu projeto?
Sua proposta defende que as universidades federais resguardem 5% de suas vagas para essa nova cota. Esta porcentagem será válida por cada curso do ensino superior federal caso o Congresso aprove a proposta.
Um fato que preocupou alguns de seus seguidores foram as prováveis fraudes. Contudo, Hilton afirmou que seu texto prevê algumas medidas para que pessoas não trans não consigam fraudar o sistema de cotas.
Hilton aponta dados que a fizeram elaborar o PL da cota trans
Através de sua publicação, a deputada apontou dados preocupantes acerca deste grupo. O Brasil possui, pelo menos, 2% de pessoas trans ou travestis. No entanto, o cenário acadêmico não representa essa porcentagem. Isso porque, pelo menos nas universidades federais, há no máximo 0,3% de pessoas trans. De acordo com esses dados, para fins comparativos, podemos exemplificar que a cada 500 mil pessoas trans, apenas 30 delas estão no ensino superior.
A deputada ressalta um outro dado importante para que essas cotas sejam instituídas. Apenas 10% dos trans e travestis possuem uma fonte de renda sem ser a prostituição. Nesse sentido, há uma grave discriminação e preconceito no mercado de trabalho. Portanto, o caminho da prostituição, em 90% das vezes, acaba sendo o único viável.
Logo, as cotas nas universidades federais seriam essenciais no combate desse grave cenário. Por fim, Hilton também comenta que uma parte significativa deste grupo vive nas ruas. Em sua perspectiva, haveria um incentivo intelectual, de segurança e saúde. Consequentemente, não só as pessoas contempladas por essas ações afirmativas seriam beneficiadas, mas sim todo o país.
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