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Serviços em alta e varejo em queda: análise do IGet de maio na economia brasileira

IGet revela alta nos serviços e queda no varejo em maio, refletindo desafios e oportunidades da economia.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
Homem desenhando um gráfico de crescimento na tela setor de serviços

O panorama econômico brasileiro em maio de 2025 apresentou uma dinâmica marcada por contrastes claros entre setores. De acordo com o Índice Getnet (IGet), elaborado em parceria com o Santander, o segmento de serviços mostrou sinais de recuperação após meses de retração, enquanto o varejo seguiu enfrentando dificuldades, especialmente em categorias específicas.

Esse cenário revela o impacto combinado da política monetária mais restritiva, das condições do mercado de trabalho e dos estímulos financeiros recentes, que influenciam diretamente a atividade econômica do país. A análise detalhada dos indicadores do IGet ajuda a compreender essas nuances e os desafios para o crescimento sustentável.

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Avanço dos serviços impulsiona recuperação parcial no setor

setor de serviços
Imagem: VGstockstudio / shutterstock.com

O IGet Serviços registrou uma alta de 3,1% na comparação mensal de maio, um avanço que reverteu parcialmente as quedas acumuladas desde o início do ano. Este resultado representa uma retomada significativa, principalmente após cinco meses consecutivos de resultados negativos na análise interanual, que incluía uma queda de 6,1% em abril frente ao mesmo período do ano anterior.

Destacam-se nesse movimento os segmentos de alojamento e alimentação, que cresceram 2,8%, e o grupo de outros serviços, que avançou 2,5%. Esses setores são considerados importantes termômetros da economia, pois sua evolução costuma acompanhar de perto os indicadores oficiais do IBGE.

Varejo enfrenta retração, mas mantém crescimento anual positivo

Em contrapartida, o varejo apresentou nova queda em maio, conforme apontado pelo IGet Ampliado, que teve retração de 1,3% na comparação mensal, dando continuidade a uma tendência negativa observada nos meses anteriores. O varejo restrito também sofreu contração, de 0,4%, marcando o terceiro recuo consecutivo.

Apesar desse quadro de curto prazo, o desempenho anual ainda revela crescimento. A comparação interanual mostra um aumento de 5,5% em relação a maio de 2024, sugerindo que o setor mantém alguma resistência, mesmo diante de desafios pontuais.

No varejo restrito, os dados revelam resultados heterogêneos: combustíveis caíram 0,6%, e supermercados recuaram 2%, mas artigos farmacêuticos cresceram 2,3%, vestuário teve alta de 2,6%, móveis e eletrodomésticos avançaram 1,8%, e outros bens de consumo pessoal subiram 4,4%.

Já no índice ampliado, o segmento de automóveis, partes e peças cresceu 0,5%, enquanto materiais de construção sofreu queda de 1,6%.

Mercado de trabalho forte evita desaceleração brusca

Para os economistas Gabriel Couto e Rodolfo Pavan, a política monetária mais rígida começa a exercer pressão sobre a atividade econômica. Contudo, a força do mercado de trabalho tem sido um elemento crucial para sustentar o consumo e evitar uma desaceleração acentuada.

Além disso, a criação de uma nova linha de crédito consignado destinada aos trabalhadores do setor privado tem funcionado como um estímulo adicional para a demanda das famílias, contribuindo para a manutenção do ritmo de consumo.

Inflação e riscos globais ameaçam expansão sustentável

impostos ir varejo
Imagem: Freepik

Ainda que o segmento de serviços tenha apresentado sinais de recuperação, a inflação elevada continua sendo um fator que limita o crescimento tanto do varejo quanto dos serviços. Os preços pressionados restringem o poder de compra dos consumidores e influenciam as decisões de consumo.

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Adicionalmente, o cenário internacional, marcado por tensões comerciais globais, representa uma ameaça que pode impactar indiretamente a economia brasileira. As incertezas relacionadas a esse contexto afetam o clima de negócios e a confiança dos investidores.

O estudo do IGet reforça que, apesar da melhora recente, a economia brasileira deve seguir enfrentando uma desaceleração moderada devido ao aperto monetário e às incertezas macroeconômicas que persistem.

Expectativas para o médio prazo e desafios à frente

O conjunto de indicadores sugere que o Brasil passa por uma fase de ajuste em sua atividade econômica, com sinais de recuperação em setores estratégicos, mas ainda sujeito a riscos e pressões que podem frear a expansão mais robusta.

O fortalecimento do mercado de trabalho e os estímulos de crédito são fatores positivos, porém, a manutenção da inflação controlada e a resolução dos conflitos globais serão determinantes para que o crescimento se consolide de forma mais sólida.

Empresas e consumidores seguem atentos a esse cenário, ajustando suas estratégias para navegar entre a retomada gradual dos serviços e os desafios enfrentados pelo varejo.

Com informações de: CartaCapital

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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