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Criptomoedas disparam com trégua geopolítica e acordo EUA-China: Estamos no início de um novo rali?

Bitcoin rompe os US$ 105 mil, Ethereum salta 40% e altcoins dobram de preço após trégua geopolítica e possível acordo EUA-China.

Tainara FerreiraPor Tainara Ferreira6 min de leitura
Bitcoin

Depois de uma semana marcada por fortes altas no mercado cripto, investidores iniciam a nova semana com uma pergunta decisiva: o rali das criptomoedas já deu tudo o que tinha para dar ou ainda há fôlego para novas máximas?

Com Bitcoin rompendo os US$ 105 mil, Ethereum saltando quase 40% e altcoins dobrando de preço, o cenário atual reacendeu o apetite global por risco — e há fortes sinais de que a tendência pode continuar.

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A recente sequência de boas notícias no front internacional trouxe alívio ao mercado financeiro. Entre os principais eventos que puxaram o sentimento de otimismo global, três se destacam:

1. Reaproximação entre Estados Unidos e China

Durante uma reunião em Genebra, líderes das duas maiores potências mundiais deram sinais de que um novo acordo comercial está em construção. O presidente Donald Trump publicou em suas redes sociais:

“Muito foi discutido, muito foi acordado. Um reset total negociado de forma amigável. Excelente progresso!”

Esse tipo de sinalização agrada profundamente o mercado, que reage com otimismo a qualquer movimento que reduza a incerteza global.

2. Cessar-fogo entre Índia e Paquistão

A trégua no conflito entre os dois países alivia tensões no sudeste asiático e reduz o risco de escaladas militares em uma região estratégica para o comércio global.

3. Rússia e Ucrânia acenam para negociação

O presidente Vladimir Putin indicou disposição para negociações com a Ucrânia, inclusive sem pré-condições, em um possível encontro mediado pela Turquia. Embora sem garantias concretas, o gesto foi interpretado como uma abertura ao diálogo — o que acalma os mercados.

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Imagem: Chinnapong/ Shutterstock.com

A resposta do mercado cripto foi rápida e intensa. O Bitcoin disparou para US$ 105 mil, alcançando seu maior valor desde janeiro. Já o Ethereum, que vinha de um desempenho mais tímido, surpreendeu com uma valorização semanal de quase 40%.

Altcoins como Solana (SOL), Avalanche (AVAX) e Render (RNDR) também aproveitaram o clima de otimismo e registraram altas expressivas — com alguns tokens menores literalmente dobrando de valor em poucos dias.

Análise técnica aponta mais espaço para valorização

Segundo especialistas, ainda há margem para novas altas. O MVRV-Z Score — um indicador que mede o desvio entre o valor de mercado e o valor realizado do Bitcoin — está atualmente em 2.48, bem abaixo dos níveis de topo histórico.

“Ainda não chegamos no ponto de exuberância irracional”, explica o analista Isac Honorato. “O mercado subiu bem, mas há espaço para mais.”

Perspectivas para os próximos dias

O que o investidor deve acompanhar de perto

1. Novos desdobramentos do acordo EUA-China

A continuidade das negociações entre EUA e China é fator-chave. Um acordo formal poderá destravar ainda mais capital para ativos de risco, incluindo criptoativos.

2. Avalanche de ETFs cripto nos EUA

Atualmente, 72 novos ETFs de criptomoedas aguardam aprovação na SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos EUA). Uma eventual liberação em massa desses produtos pode abrir as portas para bilhões de dólares em fluxo institucional.

3. Entrada de investidores institucionais

Com o clima geopolítico mais estável e expectativas de queda de juros, os grandes fundos tendem a aumentar sua exposição a ativos alternativos, como Bitcoin e Ethereum.

Meta volta ao jogo: stablecoins no WhatsApp e Instagram

Após três anos afastada do universo cripto, a Meta — controladora de Facebook, Instagram e WhatsApp — está de volta ao radar do mercado.

A empresa estuda integrar pagamentos com stablecoins (como USDT e USDC) diretamente em suas plataformas. Caso concretizado, o movimento poderá colocar bilhões de usuários em contato com o ecossistema DeFi, promovendo uma adoção massiva sem precedentes.

Especialistas apontam que essa reentrada da Meta pode rivalizar com iniciativas como o PayPal USD e o Stripe Crypto Connect, transformando redes sociais em hubs financeiros.

R$ 1 bilhão em futuros de Bitcoin na B3

A B3, principal bolsa de valores do Brasil, reportou lucro superior a R$ 1 bilhão no primeiro trimestre de 2025, sendo mais de R$ 47 milhões provenientes exclusivamente de futuros de Bitcoin.

Esse crescimento reflete a maturação do mercado cripto no país e a demanda crescente por instrumentos financeiros regulados. Além do BTC, a B3 já anunciou o lançamento de contratos futuros de Ethereum (ETH) e Solana (SOL) para o segundo semestre.

“Estamos respondendo à demanda do investidor brasileiro por exposição institucional a ativos digitais”, declarou a direção da bolsa em comunicado oficial.

Belo Horizonte: rumo à Capital do Bitcoin

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A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou em primeiro turno o projeto que concede à cidade o título simbólico de Capital do Bitcoin no Brasil.

A proposta não apenas reforça a vocação inovadora da cidade, como também sinaliza apoio legislativo ao desenvolvimento do ecossistema cripto local. O texto ainda precisa passar por segundo turno e sanção do prefeito.

Empresas de blockchain, startups de DeFi e hubs de educação financeira têm se multiplicado na capital mineira, que agora disputa protagonismo com São Paulo e Rio de Janeiro no mapa da inovação cripto nacional.

Aprendizado da Semana: Por que o acordo EUA-China importa tanto?

Quando potências globais como Estados Unidos e China entram em conflito, o efeito imediato é o aumento da aversão ao risco. Investidores se refugiam em ativos seguros, os juros sobem, o dólar se fortalece e os mercados de ações e criptomoedas tendem a cair.

Já quando há sinalizações de trégua ou cooperação, o ambiente muda completamente:

  • Mais previsibilidade para o comércio global;
  • Menos pressão inflacionária;
  • Cenário favorável à redução de juros;
  • Aumento do apetite por risco.

Tudo isso beneficia diretamente ativos como ações, startups e criptomoedas, que dependem de liquidez e otimismo para prosperar.

Como aproveitar esse novo ciclo de alta?

Investidores brasileiros que desejam se posicionar em ativos digitais durante esse novo ciclo de valorização devem considerar:

  • Plataformas confiáveis com liquidez internacional;
  • Exposição a stablecoins para proteger lucros;
  • Estudo de indicadores como MVRV, RSI e dominância BTC;
  • Diversificação em projetos sólidos de DeFi, L2s e infraestruturas.

Além disso, com o real desvalorizado e o dólar em alta, ganhos com cripto podem representar uma forma de proteger o patrimônio em moeda forte.

E se a alta for apenas momentânea?

Embora o sentimento do mercado seja otimista, é fundamental manter os pés no chão. Parte do movimento atual pode já estar precificada — especialmente no curto prazo.

Volatilidade ainda é a norma no mercado cripto, e eventos inesperados podem mudar o humor dos investidores em questão de horas.

Conclusão: Estamos no início de um novo ciclo de alta?

O mercado de criptomoedas entrou em maio de 2025 com o pé no acelerador. A combinação de alívio geopolítico, acordo comercial entre potências, avanços regulatórios e institucionais e forte desempenho técnico aponta para um cenário favorável.

A pergunta agora não é apenas se o rali continuará — mas até onde ele pode ir.

Para o investidor atento, este pode ser um dos momentos mais estratégicos para entrar, diversificar ou reforçar posição no mercado cripto em anos.

Tainara Ferreira

Autor

Tainara Ferreira

Tainara Ferreira atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, contribuindo com pautas que facilitam o entendimento de políticas públicas, programas sociais, economia do dia a dia e direitos dos cidadãos. Com olhar atento aos temas que impactam diretamente a vida da população brasileira, tem como missão traduzir informações complexas em conteúdos claros, úteis e acessíveis.

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