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Bitcoin supera Amazon e atinge novo marco histórico como 5º maior ativo do mundo

O Bitcoin alcançou um novo patamar de reconhecimento no mercado global ao ultrapassar a Amazon em capitalização de mercado, consolidando-se como o quinto ativo mais valioso do mundo. Na manhã desta sexta-feira (9), com o BTC cotado a aproximadamente US$ 103 mil, sua capitalização de mercado atingiu US$ 2,045 trilhões, superando os US$ 2,039 trilhões […]

Avatar de Tainara Ferreira Tainara Ferreira · · 6 min de leitura
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O Bitcoin alcançou um novo patamar de reconhecimento no mercado global ao ultrapassar a Amazon em capitalização de mercado, consolidando-se como o quinto ativo mais valioso do mundo.

Na manhã desta sexta-feira (9), com o BTC cotado a aproximadamente US$ 103 mil, sua capitalização de mercado atingiu US$ 2,045 trilhões, superando os US$ 2,039 trilhões da gigante americana de tecnologia e varejo digital.

Esse feito marca mais uma etapa da escalada meteórica do Bitcoin em 2025, refletindo não apenas o apetite renovado dos investidores institucionais, mas também uma mudança estrutural na forma como o mercado financeiro global avalia o valor dos criptoativos.

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Panorama geral: Bitcoin no ranking dos ativos mais valiosos

De acordo com o site Companies Market Cap, especializado em rastrear ativos financeiros de grande porte, o Bitcoin agora está atrás apenas de quatro gigantes:

  • Ouro – US$ 22,4 trilhões
  • Microsoft – US$ 3,25 trilhões
  • Apple – US$ 2,94 trilhões
  • Nvidia – US$ 2,86 trilhões

Com a superação da prata, da Alphabet (Google) e agora da Amazon, o Bitcoin pavimenta um caminho que o aproxima cada vez mais de empresas e ativos tradicionais, deixando para trás o estigma de ativo meramente especulativo.

Por que o Bitcoin disparou? Fatores que impulsionaram o rali recente

Tether
Imagem: Seu Crédito Digital / Freepik

O primeiro grande catalisador da valorização recente foi a decisão do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, de manter as taxas de juros inalteradas. Essa medida foi interpretada como um sinal de estabilidade e previsibilidade na política monetária, o que favorece investimentos em ativos de risco como o Bitcoin.

Quando os juros estão baixos ou estáveis, ativos que não oferecem rendimento fixo — como o ouro e o próprio BTC — se tornam mais atrativos, pois o “custo de oportunidade” de manter essas posições diminui. Isso impulsiona a demanda e, consequentemente, o preço.

Donald Trump e o novo acordo comercial com o Reino Unido

Outro evento que reforçou o otimismo nos mercados foi o anúncio de um acordo comercial entre os Estados Unidos e o Reino Unido, feito por Donald Trump, pré-candidato republicano à presidência dos EUA.

O acordo, confirmado na quinta-feira (8), representa o primeiro grande tratado desde o endurecimento das políticas comerciais da era “tarifaço” e foi recebido com entusiasmo por investidores.

Esse tipo de notícia impacta positivamente o mercado como um todo, melhorando a confiança global — e o Bitcoin, como ativo sensível a movimentos de mercado, respondeu com uma nova máxima anual.

A demanda institucional e os ETFs de Bitcoin

A entrada de capitais institucionais, especialmente por meio dos ETFs de Bitcoin à vista, continua sendo uma força dominante por trás da valorização do criptoativo.

Produtos como os ETFs de empresas como BlackRock e Fidelity facilitaram a exposição de grandes investidores ao Bitcoin, sem que precisem se preocupar com a custódia direta do ativo.

Desde a aprovação dos ETFs spot nos EUA, o volume negociado e o interesse institucional por BTC cresceram significativamente. Só em abril, os ETFs movimentaram mais de US$ 12 bilhões, com saldo líquido positivo superior a US$ 3 bilhões.

A performance do Bitcoin em comparação com outros ativos

Superar empresas como a Amazon ou gigantes como a prata e o Google não é apenas simbólico — é uma confirmação de que o mercado está atribuindo ao Bitcoin uma importância estratégica comparável (ou superior) à de corporações tradicionais com décadas de operação.

Nos últimos seis meses:

  • Em novembro de 2024, o BTC ultrapassou a prata, tradicional reserva de valor;
  • Em março de 2025, chegou a ultrapassar brevemente a Alphabet, empresa-mãe do Google;
  • Agora, em maio de 2025, consolidou sua posição à frente da Amazon.

Esses movimentos mostram que o Bitcoin está cada vez mais se estabelecendo não apenas como uma tecnologia disruptiva, mas como ativo financeiro global com valor de mercado comparável a empresas centenárias.

Ethereum também dispara e puxa altcoins

Ethereum
Imagem: Big Eyes Coin / Reprodução

Embora o foco esteja sobre o BTC, vale mencionar que o Ethereum (ETH) também registrou um salto significativo, subindo mais de 20% em um único dia. A performance reflete o efeito de arrasto que o Bitcoin exerce sobre o mercado de altcoins.

A valorização do ETH mostra que os investidores estão novamente dispostos a apostar em ativos de maior risco e com forte potencial de crescimento no longo prazo, aproveitando a maré otimista impulsionada pelo Bitcoin.

A adoção institucional do Bitcoin acelera

Nos EUA, diversos estados estão tomando medidas para incluir o Bitcoin em seus orçamentos públicos ou permitir o uso da criptomoeda em transações oficiais. Arizona, Nova Hampshire e até mesmo cidades como Miami e Austin lideram esse movimento.

Do lado corporativo, empresas como MicroStrategy, Tesla, Square e Coinbase continuam aumentando suas posições em BTC, muitas delas utilizando o ativo como reserva de valor estratégica.

Bancos e o uso regulado de criptoativos

O Office of the Comptroller of the Currency (OCC), órgão regulador bancário dos EUA, autorizou que bancos possam custodiar e negociar criptoativos em nome de clientes, abrindo um canal direto entre o sistema bancário tradicional e o ecossistema cripto.

Essa ponte institucional é crucial para aumentar a legitimidade e reduzir a fricção na adoção de ativos como o Bitcoin por parte de investidores mais conservadores.

Riscos e desafios à frente

Apesar da valorização expressiva, o Bitcoin continua sendo um ativo altamente volátil. Correções rápidas e intensas fazem parte do seu histórico, e analistas alertam que quedas de 20% ou mais em curtos períodos são perfeitamente possíveis.

A regulação de criptoativos continua sendo um tema delicado. Embora avanços tenham sido feitos, especialmente nos EUA e Europa, insegurança jurídica ainda ronda o setor. Decisões de reguladores como a SEC (Securities and Exchange Commission) podem influenciar profundamente o comportamento do mercado.

O que esperar do Bitcoin nos próximos meses?

Algumas casas de análise, como Standard Chartered, mantêm projeções otimistas, prevendo que o Bitcoin pode atingir entre US$ 150 mil e US$ 200 mil ainda em 2025. Esse cenário considera um ambiente macroeconômico favorável, o contínuo fluxo institucional e o impacto do halving mais recente.

O halving do Bitcoin, que ocorreu recentemente, cortou pela metade a recompensa dos mineradores, reduzindo a emissão diária de novos BTCs. Historicamente, eventos de halving são seguidos por ciclos de alta, devido à diminuição da oferta combinada à demanda constante ou crescente.

Conclusão: o Bitcoin como protagonista do novo mercado global

A superação da Amazon em valor de mercado é mais do que um dado curioso — é um símbolo da transformação do sistema financeiro global. O Bitcoin deixou de ser um experimento técnico para se tornar um dos ativos mais valiosos e influentes do planeta, rivalizando com corporações e commodities que moldaram o século XXI.

Seja por sua escassez programada, pela descentralização, ou pela crescente adoção institucional, o BTC está pavimentando um futuro em que os criptoativos ocupam um papel central na economia mundial. E se os ventos macroeconômicos continuarem favoráveis, superar Apple ou Microsoft pode ser apenas uma questão de tempo.

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