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Crise bancária está motivando atitude desesperada de clientes

Entenda a crise bancária que está motivando uma atitude desesperada de clientes; veja em detalhes o que está acontecendo.

Beatriz CapiraziPor Beatriz Capirazi2 min de leitura
Crise bancária de pessoa calculando e dinheiro desaparecendo.

A crise bancária nos Estados Unidos está impulsionando a atitude desesperada de milhares de clientes. Segundo fontes do mercado, após o colapso do banco Silicon Valley, diversos consumidores passaram a depositar as suas reservas financeiras em grandes bancos, como JP Morgan Chase, Bank of America e Citigroup.

Ainda de acordo com fontes de mercado ouvidas pela Reuters, o movimento teria trazido bilhões de dólares para estas instituições, com os investidores com medo de que os bancos regionais não estejam com uma saúde financeira tão boa em meio à crise.

O movimento aconteceu mesmo em meio a uma tentativa do presidente dos EUA, Joe Biden, de acalmar os investidores. Nesse sentido, ele garantiu que as instituições menores são seguras e que a crise está sendo administrada pelos formuladores de política monetária.

Cuidado no sistema bancário

Embora as instituições de mais peso no país estejam ganhando, fontes ouvidas pela Reuters garantem que estes bancos têm sido cuidadosos para não buscar clientes de outras empresas. Eles têm medo de que isso acelere as saídas de capital de outras companhias menores — gerando uma crise no setor.

Como consequência, com tantas movimentações no setor bancário, as grandes agências de risco mudaram a classificação do sistema americano para negativo. A Moody’s, por exemplo, destacou que, caso a crise avance ainda mais, toda a cadeia bancária pode ser afetada com:

  • Efeitos adversos no financiamento; 
  • Liquidez;
  • Lucros;
  • Capital dos bancos.

Crise no mercado acionário

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Além do mercado bancário em si, outro setor que também foi afetado foram as ações de bancos regionais dos EUA. Isso pois estas despencaram devido aos temores de que eles registrem um episódio similar ao do SVB e do Signature.

As ações da First Republic, por exemplo, registraram alta de quase 40% após terem registrado recuo de 60% na segunda-feira (13), conseguindo se recuperar das perdas e dando uma esperança ao mercado de que os bancos regionais possam se recuperar.

Imagem: Bermek/shutterstock

Beatriz Capirazi

Autor

Beatriz Capirazi

Jornalista especializada em Jornalismo Econômico pela Fundação Getúlio Vargas/Estadão com interesse em Economia, Política e Direitos Humanos. Autora do livro “Vidas Sucateadas — um olhar sobre a devolução de crianças adotadas”.

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