Até 2021, a Forte Minas Logística e Transporte era a transportadora responsável por fazer as entregas das compras online da Americanas, no interior de Minas Gerais e no Espírito Santo.
A empresa tinha 29 filiais espalhadas pelo estado mineiro, 300 funcionários registrados e 600 parceiros terceirizados que faziam as entregas de pacotes menores.
Entretanto, sem aviso prévio, a Americanas rompeu o contrato com esses fornecedores. Deixando de pagar R$ 7 milhões em serviços prestados pela transportadora.
Americanas leva empresário à falência
Moacir de Almeida Reis, João Wanderley de Oliveira Júnior e Carlos Henrique eram os sócios proprietários da Forte Minas. A empresa era uma das fornecedoras da Americanas desde 2016.
Em 2020, a transportadora tentou negociar seu contrato com a empresa. Assim, conseguiu um aumento de 8% no valor pago pela Americanas. Entretanto, em vez de cumprir o acordo, a varejista cortou os repasses em 5%.
Como a empresa era responsável por mais de 80% da renda da transportadora, os sócios tiveram que aceitar o novo preço para continuar atuando no mercado. Nesse meio tempo, uma concorrente mostrou interesse em comprar a Forte Minas.
Por contrato, a Americanas tinha preferência na aquisição e mostrou interesse em comprar a transportadora quando foi avisada da negociação. Entretanto, no dia 29 de janeiro de 2021, rompeu o contrato unilateralmente com a Forte Minas.
O que dizia o contrato?
De acordo com o contrato, o rompimento deveria ser precedido de um aviso prévio de 30 dias. Entretanto, a Americanas comunicou a decisão no dia 29, e no dia 30 os caminhões da empresa retiraram as mercadorias dos galpões da Forte Minas.
Procurada para falar sobre o assunto, a Americanas disse que não deve R$ 7 milhões para a Forte Minas e afirma ser credora da empresa. Contudo, não quis comentar se cumpriu ou não o aviso prévio antes de romper o contrato.
Imagem: Jair Ferreira Belafacce/shutterstock.com