Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Crise nos Ministérios: redução de juros em empréstimo causa conflito; entenda o caso

O anúncio de redução de juros em consignado causou uma crise entre os Ministérios. Saiba mais sobre o caso aqui.

Paula PifferPor Paula Piffer2 min de leitura
Imagem do Palácio do Planalto

O Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) decidiu, na última segunda-feira (13), baixar os juros do consignado para aposentados e pensionistas. Contudo, a decisão surpreendeu os Ministérios da Fazenda e da Casa Civil, liderados por Fernando Haddad (PT) e Rui Costa (PT), respectivamente.

Além disso, essa decisão foi vista como mais um caso de “passar por cima” do Palácio do Planalto. Isso porque, na terça-feira (14), Lula (PT) se reuniu com alguns ministros e deu uma bronca publicamente. De acordo com o Presidente da República, todas as propostas devem passar por avaliação da Casa Civil.

De acordo com fontes do G1, a cobrança de Lula também teve como base a decisão da redução dos juros dos consignados para aposentados e pensionistas do INSS. Dessa forma, parece que uma crise nos Ministérios está começando a se formar.

Entenda a redução de juros que conflitou Ministérios

O Ministro da Previdência Carlos Lupi aprovou a redução do teto de juros para empréstimos consignados de aposentados e pensionistas do INSS, de 2,14% ao mês, para 1,7%. Além disso, o Conselho da Previdência tomou essa decisão por pressão das centrais sindicais.

O Conselho aprovou a mudança por 12 votos contra 3. Além disso, a Fazenda tentou bloquear a mudança, embora não tenha tido votos suficientes para fazê-lo.

Isso porque, de acordo com analistas do mercado, não existe viabilidade de operações para crédito com essas condições. Dessa forma, fortalecem-se os desacordos entre os Ministérios.

Redução de juros pode diminuir a oferta de consignados

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Autoridades do Ministério da Fazenda alegam que essa decisão pode impactar negativamente na rentabilidade do consignado. Ou seja, esse tipo de empréstimo para esse público não traria retorno suficiente para pagar a operação. Dessa forma, sua oferta no mercado diminuiria.

Além disso, o que reforçou o conflito entre os Ministérios é que essa decisão de baixar os juros do consignado foi tomada sem consultar a pasta e, ainda, impacta diretamente as ofertas do serviço, especialmente os da Caixa Econômica Federal (CEF).

Imagem: Alexandre Siqueira / Shutterstock

Paula Piffer

Autor

Paula Piffer

Formada em Comunicação Social, com ênfase em Publicidade e Propaganda, atualmente é pós-graduanda em Negócios Digitais pela USP.

Topicos relacionados