Atualmente, tem se observado a volta de uma modalidade perigosa de fraude conhecida como “golpe do depósito”. Em 2021, esse foi um dos mais aplicados, mas, com o avanço de outras ferramentas, como o Pix, essa tática passou a ser menos usada.
Contudo, relatos recentes apontam que o golpe do falso boleto está voltando a ser aplicado com mais frequência. A fraude é engenhosa e envolve uma narrativa convincente, frequentemente associada a situações urgentes.
Portanto, nesse crime, o estelionatário faz um depósito na sua conta bancária, porém, com o envelope vazio. Depois, ele te envia o comprovante do suposto valor transferido e pede para que você o devolva.
Primeira etapa do golpe do falso depósito
A primeira etapa de aplicação desse golpe consiste na ida do golpista até um caixa eletrônico de depósitos. Apesar de o envelope estar vazio, é importante entender que o processo de verificação dos valores depositados nos caixas eletrônicos ocorre depois.
Geralmente, essa análise acontece em um prazo de até 24 horas. Ou seja, no momento do depósito, o caixa eletrônico registra a transação e emite um comprovante para o cliente, indicando o valor depositado.
Segunda etapa do golpe
Nessa etapa, o criminoso entra em contato com o titular da conta destino e envia o comprovante de depósito. Com base nisso, o golpista convence a vítima de que o dinheiro foi depositado erroneamente em sua conta.
Utilizando técnicas persuasivas e se aproveitando da boa-fé da pessoa, ele solicita que o valor seja devolvido imediatamente, alegando urgência. A vítima, confiando na veracidade do documento, pode sentir-se compelida a realizar a transferência do montante solicitado de volta ao golpista.
No entanto, ao realizar essa transferência, a vítima está enviando dinheiro diretamente para as mãos dos criminosos, que se aproveitaram do comprovante falso para enganá-la.
Como se proteger desse prejuízo?
Primeiramente, fique atento a qualquer solicitação que envolva urgência, especialmente quando se trata de devolução de valores. Em casos de contato telefônico ou mensagens suspeitas, procure confirmar a identidade da pessoa ou instituição envolvida.
Ademais, entre em contato diretamente com o banco, utilizando os canais de atendimento oficiais, para confirmar a veracidade das informações. Por fim, mantenha o hábito de revisar suas transações com frequência.
Imagem: Inked Pixels / shutterstock.com
