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Cunhado de Bolsonaro é nomeado para cargo com salário superior a R$ 20 mil

Atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também nomeou o próprio cunhado para cargos de confiança. Veja históricos e conexões

Gustavo SilvaPor Gustavo Silva2 min de leitura
Imagem de Michelle Bolsonaro com seu irmão

Após ser empossado como governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) gerou polêmica ao nomear seu próprio cunhado e o cunhado de ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022) a cargos de altos salários. As nomeações aconteceram nesta quarta-feira (11) e foram publicadas no Diário Oficial.

Para seu cunhado, o militar Mauricio Pozzobon Martins, Tarcísio cedeu o cargo de Assessor Especial do Governador II, com salário de R$ 21.017,85. Para o irmão de Michelle Bolsonaro, o soldado da FAB, Diego Torres Dourado, Freitas deu o cargo de Assessor Especial do Governador I, com salário de R$ 19.204,22.

Histórico político

As decisões que Tarcísio de Freitas tomou são tidas como troca de favores. Quando candidato a governo de São Paulo, o carioca teria utilizado um imóvel de seu cunhado como uma maneira de apresentar sua mudança de domicílio eleitoral, saindo de Brasília rumo a São Paulo.

Já o cunhado de seu aliado político e ex-presidente, Diego Torres, foi assessor técnico do Ministério da Defesa e depois se tornou Assessor do Senador Irajá (PSD-TO) – filho da ex-senadora Kátia Abreu, que apoiou Bolsonaro e Tarcísio na última eleição.

Outras trocas de favores

Além dos cunhados de Tarcísio e Bolsonaro, o Diário Oficial revelou outras troca de favores por cargo em seu governo. Entre elas, a nomeação do policial federal Danilo César Campetti – atuante ativo na campanha do governador e que esteve presente no tiroteio em Paraisópolis.

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Campetti virou alvo do Ministério Público Eleitoral por ter feito uso de distintivo e armas em benefício do então candidato Tarcísio no dia do tiroteio. Como argumento, a defesa do governador alega que o policial estava de folga no dia.

Ainda sobre Campetti, a Procuradoria Regional Eleitoral divulgou, no dia 9, uma ação pedindo que a campanha de Tarcísio receba multa devido à má conduta da atuação do policial federal.

Imagem: Instagram / Reprodução

Gustavo Silva

Autor

Gustavo Silva

Formado em Jornalismo pela PUC-SP, redator entusiasta, prestador de serviços à sociedade através da informação

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