O levantamento foi realizado por alunos do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, o FGV Ibre. Segundo os autores, o cenário projetado pelas empresas apresentava uma queda mais significativa neste modelo de trabalho.
Principais pontos da pesquisa da FGV sobre o home office
Conforme a pesquisa do FGV Ibre, 33% das empresas trabalharam no modelo home office em 2022. Número 25% menor, quando analisado que, em 2021, a porcentagem de negócios que utilizam este método de trabalho era de 58%.
Além disso, o cenário de queda, naturalmente, também ocorreu entre trabalhadores. Em 2022, o número foi de 34% de profissionais que atuavam no esquema home office e híbrido. Enquanto, um ano antes, em 2021, este montante era de 55%.
Todavia, o cenário de queda já era esperado por grande parte do mercado, especialmente pelo fato do abrandamento da pandemia de Covid-19, que fez com que várias empresas e profissionais mudassem sua relação de trabalho.
Contudo, segundo os pesquisadores, os gestores das empresas esperavam que este número fosse ainda menor, voltando ao patamar pré-pandemia, quando apenas 7% das empresas possuíam profissionais que trabalhavam neste esquema.
Crescimento do trabalho remoto começou antes da Covid-19
Em entrevista ao portal O Tempo, Rodolpho Tobler, pesquisador do FGV Ibre, afirmou que havia um crescimento devagar do trabalho remoto antes mesmo da pandemia:
“Havia um processo de aumento do home office muito lento antes da pandemia, que foi acelerado. A tendência agora é normalizar perto do que a gente tem hoje. A gente já vive um momento de poucas restrições, e as empresas também estão vendo o que é possível ou não fazer à distância”.
Ou seja, mesmo com a normalização da rotina, o cenário de home office tem se apresentado consolidado. Todavia, ainda existem uma série de desafios para que este modelo se desenvolva, inclusive culturais.
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