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Nubank pode comprar banco ou solicitar licença bancária em 2026 para manter o nome e operar como banco

O CEO do Nubank rebate críticas sobre tributação e comenta licença bancária, além de detalhar a expansão internacional do banco digital.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes6 min de leitura
Foto ampla de David Vélez sentado com as pernas cruzadas e sorrindo.

O CEO do Nubank, David Vélez, voltou a se posicionar publicamente sobre temas que têm gerado grande repercussão nos últimos meses: a tributação das fintechs no Brasil, a obtenção de uma licença bancária e os planos de expansão internacional da companhia.

Em entrevista recente, Vélez destacou que o Nubank vem cumprindo suas obrigações fiscais e que a instituição financeira pagou mais impostos em 2025 do que qualquer outro banco brasileiro, totalizando R$ 8,2 bilhões com uma taxa efetiva de 32%, muito acima da média de 12% dos bancos tradicionais.

O executivo ainda abordou a discussão sobre a possível elevação da tributação de fintechs, afirmando que tal medida aumentaria ainda mais a carga tributária da empresa e que a análise correta deveria ser sobre a taxa efetiva paga, e não apenas a nominal.

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Quem são os bilionários do Nubank?

Tributação e modelo de negócios do Nubank

Pagamento de impostos e carga tributária

David Vélez foi enfático ao esclarecer que o Nubank, em comparação com bancos tradicionais, já contribui significativamente com o país:

  • R$ 8,2 bilhões pagos em 2025;
  • Taxa efetiva de 32%, enquanto bancos tradicionais operam com média de 12%;
  • Defendeu que a discussão pública deve se basear no que é efetivamente pago, não em hipóteses sobre taxas nominais.

Segundo Vélez, uma taxa efetiva mínima de 17,5% para todas as instituições financeiras seria uma solução mais justa, evitando distorções tributárias que favorecem grandes bancos históricos com décadas de operação e mecanismos de abatimento.

Debate sobre CSLL e impacto de elevação tributária

O executivo destacou que a discussão sobre Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) para fintechs poderia aumentar ainda mais a carga da instituição:

  • Fintechs pagam atualmente 15% de CSLL;
  • Bancos tradicionais, 20%;
  • Vélez propõe igualdade de tratamento, considerando a taxa efetiva como critério principal.

O CEO reforçou que a fintech não tem histórico de décadas que permita aproveitar deduções complexas, sendo a taxa efetiva mais alta justamente por sua transparência e contribuição real ao sistema tributário brasileiro.

Licença bancária e aquisição de banco no Brasil

Exigência do Banco Central

Com a nova resolução do Banco Central (BC), qualquer instituição que tenha “banco” no nome precisa possuir uma licença bancária formal.

David Vélez anunciou que o Nubank buscará a obtenção da licença, podendo:

  • Adquirir um banco existente;
  • Solicitar a licença do zero.

Essa medida visa atender à regulamentação e possibilitar que o Nubank continue expandindo suas operações no país de forma plena e regularizada.

Possibilidades estratégicas

Além de cumprir as normas do BC, a aquisição de uma licença bancária poderia oferecer vantagens adicionais:

  • Crédito tributário em potencial;
  • Maior flexibilidade operacional;
  • Fortalecimento da marca e confiança junto ao público.

Vélez afirmou que a companhia considerará licenças menores, adequadas às necessidades estratégicas do Nubank e alinhadas com a expansão planejada.

Expansão internacional do Nubank

Crescimento no México e Colômbia

O Nubank tem investido fortemente na expansão internacional:

  • México: 28% da população adulta é cliente; crescimento mais rápido que o Brasil; mais de 14 milhões de clientes;
  • Colômbia: crescimento ainda mais acelerado que o México; replicação bem-sucedida do modelo brasileiro.

O banco digital segue a tese de que serviços financeiros globais serão dominados por bancos digitais, aproveitando a transformação tecnológica que outras indústrias já vivenciaram, como mídia, transporte e varejo.

Entrada nos Estados Unidos

David Vélez vê os Estados Unidos como um mercado estratégico, representando 50% do sistema financeiro global:

  • Mercados como Texas superam o Brasil em PIB;
  • Licença bancária solicitada para operar legalmente no país;
  • Expectativa de longo prazo: expansão gradual em várias regiões.

O objetivo é replicar o modelo de eficiência e atendimento digital, consolidando o Nubank como uma instituição global de serviços financeiros.

Inovação e modelo de trabalho do Nubank

Home office e ambiente híbrido

O Nubank enfrentou debates sobre a política de home office:

  • A empresa optou por modelo híbrido;
  • Dois dias de trabalho remoto em 2026 e três dias presenciais;
  • Colaboração e inovação dependem de interação física para desenvolvimento de produtos.

Segundo Vélez, embora a distribuição digital seja central, a criatividade e a inovação exigem presença física em reuniões estratégicas, especialmente no desenvolvimento de novos produtos financeiros.

Foco no cliente e produtos acessíveis

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O Nubank prioriza eficiência operacional e redução de custos para clientes, oferecendo:

  • Empréstimos com taxas competitivas;
  • Ausência de tarifas em serviços básicos;
  • Crescimento baseado em tecnologia, não em agências físicas;
  • Carteira de crédito sem colateral, com taxas ajustadas a cada perfil.

Essa abordagem contribuiu para uma rápida bancarização no Brasil, levando milhões de pessoas anteriormente fora do sistema financeiro a acessar serviços bancários de forma digital.

Contribuição para a bancarização e inclusão financeira

Avanços do Nubank no Brasil

Nos últimos cinco anos, o Nubank expandiu sua base de clientes de 30 milhões para quase 130 milhões, transformando a bancarização de maneira inédita:

  • Inclusão de mais de 100 milhões de pessoas no sistema financeiro;
  • Redução do número de clientes sem acesso a crédito e serviços bancários;
  • Melhoria da concorrência e estímulo à inovação no setor.

Benefícios para consumidores

Com a digitalização, os clientes passam a contar com:

  • Menores taxas de juros comparadas aos bancos tradicionais;
  • Produtos financeiros transparentes e sem tarifas ocultas;
  • Experiência simplificada, com acesso a serviços via aplicativo;
  • Maior controle e segurança em transações financeiras.

Percepção de taxas de juros e superendividamento

Comparação com bancos tradicionais

David Vélez enfatizou que comparações de taxas de juros devem considerar o tipo de crédito:

  • Bancos tradicionais oferecem produtos com subsídios do governo, como consignados;
  • Nubank oferece crédito sem colateral, exigindo análise de risco individual;
  • Taxas aparentemente mais altas refletem perfil de risco e modelo de negócio digital.

Eficiência do modelo digital

O modelo do Nubank permite:

  • Cobrar menos dos clientes, mesmo oferecendo crédito sem garantias;
  • Crescer rapidamente em número de clientes;
  • Manter alta satisfação do usuário, medido por métricas de NPS e qualidade do serviço;
  • Contribuir para a inclusão financeira com eficiência.

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Imagem: Divulgação / Nubank

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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