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Prazo da 1ª parcela do 13º salário termina em 28/11. Veja como calcular, quem tem direito, regras para remuneração variável e mais!

Vitória MonckesPor Vitória Monckes6 min de leitura
Imposto de renda

O 13º salário, benefício garantido pela Constituição Federal e pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), é uma das remunerações mais aguardadas pelos brasileiros ao final de cada ano. Em 2025, o prazo para pagamento da primeira parcela, que costuma ser 30 de novembro, foi antecipado para o dia 28 de novembro, já que o dia 30 cairá em um domingo. Com isso, todas as empresas, independentemente do porte, precisam efetuar o depósito até esta sexta-feira.

De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o 13º funciona como uma gratificação anual, que pode ser paga de maneira integral ou proporcional, conforme o tempo de serviço no ano-base. Trabalhadores que atuaram os 12 meses têm direito ao valor integral; já quem trabalhou por um período menor recebe proporcionalmente, considerando que períodos iguais ou superiores a 15 dias contam como mês cheio.

Neste artigo, você confere todas as regras atualizadas, como é feito o cálculo, o que muda para quem recebe remuneração variável e quais cuidados tomar para evitar erros no holerite.

Leia mais:

Pagamento do BPC em novembro de 2025: calendário completo

Quem tem direito ao 13º salário

O pagamento é garantido a todos os trabalhadores com carteira assinada (CLT), incluindo:

Trabalhadores formais

  • Contratados por prazo indeterminado
  • Contratados por prazo determinado
  • Trabalhadores temporários

Trabalhadores afastados ou em licença

  • Afastados por licença maternidade (com pagamento pelo INSS)
  • Afastados por acidente de trabalho
  • Trabalhadores em licença remunerada

Outras categorias que recebem o benefício

  • Empregados domésticos
  • Trabalhadores rurais
  • Aposentados e pensionistas do INSS (em regime próprio de pagamento do 13º pela Previdência)

Como funciona o pagamento em duas parcelas

O 13º salário é pago em duas etapas, conforme determina a legislação:

Primeira parcela

  • Deve ser paga entre 1º de fevereiro e 30 de novembro.
  • Em 2025, o limite é 28 de novembro.
  • Corresponde a 50% do salário bruto, sem qualquer desconto.

Segunda parcela

  • Deve ser paga até 20 de dezembro.
  • Inclui descontos de INSS, Imposto de Renda (se aplicável) e eventuais ajustes.
  • Completa o valor total do benefício devido ao trabalhador.

Como é feito o cálculo do 13º salário

O cálculo depende do tempo trabalhado durante o ano e da remuneração do empregado.

Para quem trabalhou o ano inteiro

O cálculo é simples: o trabalhador recebe o valor equivalente a um salário mensal, dividido em duas parcelas.

Para quem trabalhou por menos de 12 meses

O valor é proporcional. A fórmula é:

Cálculo básico

13º = (salário bruto ÷ 12) × número de meses trabalhados

Meses com 15 dias ou mais contam como mês cheio.

Exemplos de cálculo

Trabalhador que ganha R$ 3.000

  • Trabalhou 12 meses: recebe R$ 3.000
  • Trabalhou 6 meses: recebe R$ 1.500

Trabalhador que ganha R$ 2.500

  • Trabalhou 9 meses: R$ (2.500 ÷ 12) × 9 = R$ 1.875

Inclusão de adicionais no cálculo

Alguns adicionais compõem o cálculo do 13º salário quando fazem parte da remuneração do trabalhador. Entre eles:

Adicionais que entram no cálculo

  • Horas extras
  • Adicional de insalubridade
  • Adicional de periculosidade
  • Adicional noturno
  • Comissões
  • Gratificações habituais

Esses valores devem ser somados ao salário base para formar a remuneração média utilizada no cálculo.

Como funciona o pagamento para quem recebe remuneração variável

Trabalhadores que recebem comissões, adicionais ou têm remuneração variável passam por um cálculo mais detalhado, como explica o MTE.

Primeira parcela

  • Calculada com base na média salarial de janeiro a novembro.
  • Precisa ser paga até 28 de novembro (excepcionalmente em 2025).

Segunda parcela

  • É realizada a complementação da média até dezembro (11/12 avos).
  • Deve ser paga até 20 de dezembro.

Ajuste final

  • Ocorre até 10 de janeiro do ano seguinte.
  • Serve para compensar diferenças de comissões e outras variáveis referentes a dezembro.
  • Caso valores variáveis não estejam fechados até dezembro, a empresa deve recalcular o benefício e pagar diferenças após o fechamento da folha.

Esse processo garante que o trabalhador receba o valor exato referente ao que produziu ao longo do ano.

O que conferir na primeira parcela do 13º salário

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Especialistas recomendam cautela na hora de analisar o holerite da primeira parcela. Giovanni Cesar, professor de Direito do Trabalho da Universidade Zumbi dos Palmares, lista os principais pontos de atenção.

Itens fundamentais para conferir

  • Para quem trabalhou o ano inteiro, a primeira parcela deve ser exatamente 50% do salário bruto.
  • Para quem trabalhou menos meses, o valor deve ser proporcional, considerando o número de meses com mais de 15 dias trabalhados.
  • Reajustes salariais, promoções e alterações contratuais devem ser computados no cálculo.
  • Adicionais como horas extras e insalubridade precisam integrar a média salarial.

O que fazer se houver erro

Caso o trabalhador perceba inconsistências no holerite, o professor orienta:

Passo a passo para corrigir

  1. Recalcular o valor manualmente, considerando salário, adicionais e proporcionalidade.
  2. Procurar o empregador ou departamento de Recursos Humanos para solicitar ajuste.
  3. Buscar o sindicato da categoria, caso o problema não seja resolvido.
  4. Registrar denúncia no Ministério do Trabalho.
  5. Recorrer à Justiça do Trabalho, se necessário.

Direitos do trabalhador em relação ao 13º

A legislação protege o trabalhador em diversos aspectos relacionados ao benefício.

Algumas proteções legais importantes

  • O pagamento não pode ser atrasado sem justificativa.
  • O valor da primeira parcela não pode sofrer descontos.
  • Recibos devem ser fornecidos obrigatoriamente.
  • Valores incorretos devem ser corrigidos imediatamente pelo empregador.

O atraso pode levar a multas e penalidades às empresas.

Impacto econômico do 13º salário

O pagamento do 13º movimenta bilhões na economia e impacta diretamente setores como comércio, serviços e turismo.

Efeitos mais relevantes no mercado

  • Aumento do consumo no fim do ano.
  • Redução temporária da inadimplência, já que muitos usam o valor para quitar dívidas.
  • Impulso para empresas que dependem das vendas de Natal.

Em termos sociais, o benefício representa uma injeção de renda fundamental para milhões de famílias brasileiras.

O papel do MTE na fiscalização

A Auditoria-Fiscal do Trabalho realiza operações específicas para acompanhar o cumprimento das regras do 13º.

Principais ações de fiscalização

  • Verificação do cumprimento dos prazos.
  • Checagem dos valores pagos, especialmente em empresas com histórico de irregularidades.
  • Fiscalização ampliada em setores com alta rotatividade e pagamentos variáveis.

A auditora-fiscal Dercylete Loureiro reforça que a fiscalização é essencial para garantir o respeito ao direito constitucional.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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