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Deputada é cassada por pagar harmonização facial com dinheiro de campanha

Avatar de Djamilla Ribeiro Martins Djamilla Ribeiro Martins · · · 2 min de leitura
Deputada Silvia Waiãpi

Nesta semana, o Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) tomou uma decisão significativa ao cassar o mandato da deputada federal Silvia Waiãpi (PL). A acusação que levou à cassação envolve irregularidades no uso de verbas públicas destinadas à campanha eleitoral de 2022. 

Dessa forma, a decisão, tomada de forma unânime, destacou um suposto desvio de recursos para fins pessoais da parlamentar. De acordo com relatos apresentados ao tribunal, a deputada teria utilizado cerca de R$ 9 mil, oriundos do fundo eleitoral, para custear uma harmonização facial. 

Uma ex-funcionária que participou da coordenação da campanha de Waiãpi que trouxe à luz a polêmica envolvendo a parlamentar. Adicionalmente, o profissional que realizou o procedimento estético também confirmou à Justiça a realização do mesmo, marcando um ponto crucial na controvérsia.

Quem é Silvia Waiãpi

Além de sua atuação como deputada, Silvia Waiãpi é conhecida por sua identidade indígena e por ser a primeira mulher indígena a ingressar no Exército Brasileiro, em 2011. Antes de assumir o cargo na Câmara Federal, ela já havia ocupado o posto de secretária nacional da Saúde Indígena e membro do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR).

Além disso, Waiãpi também é conhecida por suas posições firmes como apoiadora do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e por suas declarações controversas, como suas falas que foram interpretadas como transfóbicas durante uma sessão da Comissão da Amazônia na Câmara dos Deputados, o que gerou grande repercussão e críticas.

Deputada Silvia Waiãpi
Imagem: Reprodução / Redes Sociais

Cassação da deputada

Portanto, a ação do TRE do Amapá ressalta a rigidez e a seriedade com que o sistema jurídico brasileiro administra o uso do dinheiro público destinado às campanhas eleitorais. Assim, a cassação surge como um alerta claro aos políticos sobre as graves consequências de práticas não conformes com a legislação vigente.

Assim, a cassação de Silvia, apesar de centrada em acusações de natureza fiscal, abre espaço para discussões mais amplas sobre ética na política e representatividade indígena no Brasil.

Enquanto a deputada e seus advogados planejam recorrer da decisão, a comunidade político-jurídica e o eleitorado observam atentamente as ramificações deste caso, que, sem dúvida, deixará marcas significativas no cenário político nacional.

Imagem: Reprodução / Redes Sociais

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