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Deputada propõe que políticos passem a receber salário de professores

A proposta da deputada é de que as autoridades políticas recebam os mesmos salários dos professores durante três meses do ano.

Avatar de Hannah Aragão Hannah Aragão · · 2 min de leitura
Professor escrevendo na lousa para alunos em uma sala de aula com bolsa por frequência escolar

Políticos recebendo como professores? Projeto de lei apresentado pela deputada federal Duda Salabert (PDT-MG) propõe que, por um determinado período do ano, autoridades políticas recebam os mesmos salários de professores da educação básica.

O texto do PL inclui presidente, vice-presidente, ministros, deputados, senadores, além de membros do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça. Desse modo, siga na leitura para saber mais sobre a proposta. 

Projeto de Lei propõe que políticos recebam salários de professores

De acordo com a proposta da deputada federal Duda Salabert, durante três meses do ano as autoridades políticas recebem salários equivalentes ao piso salarial dos professores da educação básica. A deputada alega que a proposta tem o intuito de chamar atenção para a disparidade entre os salários dos professores e dos políticos que compõem a cúpula dos Poderes.

Atualmente, ministros do STF recebem um salário mensal de R$ 41.650, superior à remuneração do presidente da República e de parlamentares, que chegam a R$ 39.293. Enquanto isso, o piso salarial do magistério é de R$ 4.420.

PL evidencia disparidade entre piso salarial do magistério e de políticos

Durante a apresentação do projeto de lei que chama a atenção para os baixos salários dos professores em comparação aos dos políticos, a deputada federal destacou a necessidade de investimentos públicos para a educação no país.

“Devemos buscar formas de incentivar um maior investimento público na área da educação, destinando recursos adequados para a melhoria da infraestrutura das escolas, a formação continuada de professores e a disponibilização de materiais didáticos de qualidade”, afirmou Duda Salabert.

A parlamentar justificou que o projeto apresentado não apresenta impacto financeiro aos cofres públicos e que os valores poupados poderiam ser revertidos para a educação. Para que o PL avance, o texto deve ser avaliado pelas comissões temáticas e de Constituição e Justiça.

Imagem: Joa Souza / shutterstock.com

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