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Deputado culpa o Banco Central pela alta inflação do país

Avatar de Guilherme Tirelli Guilherme Tirelli · · · 2 min de leitura
Imagem de uma criptomoeda com a letra B no meio.

Importante parlamentar argentino, o economista Javier Milei, teceu duras críticas ao Banco Central da Argentina (BCAR). O deputado, que é um defensor engajado dos bitcoins, sugeriu que o Peso já não desperta mais o interesse nem da população, muito menos dos investidores.

De acordo com Milei, todo economista, ainda que medíocre, concordaria que sem demanda, qualquer produto ou serviço perderá seu valor. Portanto, na última terça-feira (09), ele protestou no Twitter contra o BCAR, sugerindo que as políticas financeiras quanto à moeda do país devem mudar. O deputado figura entre os possíveis nomes para concorrer à presidência na Argentina, em 2024.

Por que a culpa é do Banco Central?

Segundo o deputado, a imposição da oferta monetária por parte do Banco Central da Argentina faz com que o Peso se torne uma moeda inflacionária. Ainda de acordo com ele, a demanda por uma moeda varia conforme o interesse do povo. Além disso, Milei sugere que a tecnologia e dotações orçamentárias podem impactar diretamente nesse processo.

Por fim, o economista reitera que um banco central consegue determinar o fluxo monetário ao aferir a escada da economia. Contudo, ele precisa evitar fazer política como dinheiro, prática que, segundo Javier, pode produzir enormes problemas financeiros.

O desabafo do deputado:

Javier insistiu que, na sua opinião, o monopólio do dinheiro não é favorável à economia. Para isso, citou o exemplo do curso forçado de uma moeda fiduciária. Isto é, segundo o parlamentar, as pessoas seriam presas caso emitissem dinheiro. Dessa forma, o deputado expressou que embora o banco central seja uma instituição legal perante a lei, sua atuação na Argentina não é legítima.

Milei ainda criticou colegas economistas que continuam defendendo as práticas originais dos bancos centrais na economia. Há uma preocupação constante entre os argentinos com relação à piora da inflação no país. Na Argentina, o bitcoin segue sendo uma das alternativas mais exploradas, em um fenômeno similar ao que ocorre no Brasil.

Imagem: DaLiu / Shutterstock.com

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