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Desemprego é a principal causa de inadimplência no país

O impacto do desemprego na inadimplência é um problema cada vez mais presente no Brasil, afetando diretamente a vida de 36% dos brasileiros

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins2 min de leitura
Homem sentado em um sofá com o rosto escondido entre as duas mãos. À sua frente, em uma mesa, um notebook aberto e várias contas espalhadas, com uma calculadora, uma caneta e um celular.

Recentemente, um estudo da Acordo Livre, plataforma de negociação de dívidas, revelou que o desemprego é a principal causa de inadimplência entre os brasileiros, afetando diretamente 36% da população. Essa estatística mostra como a instabilidade no mercado de trabalho e a consequente perda de renda têm um papel crucial na capacidade de pagamento das dívidas.

Assim, a pesquisa, que contou com a contribuição de aproximadamente 150 mil pessoas, não só destaca o desemprego como fator central, mas também aponta outras razões significativas que levam à dificuldade financeira. Entre elas, os juros elevados e o descontrole financeiro são notáveis, afetando 18% e 14% dos entrevistados, respectivamente.

Desemprego como causa da inadimplência

Portanto, o desemprego impede que muitos brasileiros tenham um fluxo de renda regular, tornando-se um obstáculo para o cumprimento de suas obrigações financeiras mensais. Dessa forma, sem uma fonte de renda fixa, pagar contas torna-se um desafio, escalando rapidamente para o acúmulo de dívidas.

Além da perda de emprego, o estudo da Acordo Livre identificou outros fatores contribuintes para a inadimplência. Juros altos, citados por 18% dos participantes, mostram como as condições de crédito podem agravar a situação financeira, enquanto o descontrole financeiro, com 14%, ressalta as dificuldades de gestão de suas próprias finanças.

Homem sentado em um sofá com o rosto escondido entre as duas mãos. À sua frente, em uma mesa, um notebook aberto e várias contas espalhadas, com uma calculadora, uma caneta e um celular.
Imagem: SB Arts Media/shutterstock.com

Negociação das empresas credoras

Ademais, o estudo também apontou que há uma resistência por parte das empresas credoras em negociar ou oferecer soluções justas para dívidas antigas. Dessa forma, esta atitude contribui para apenas 1% dos casos de inadimplência, mas é significativa pois influencia a percepção pública sobre a flexibilidade e ética das práticas empresariais no setor financeiro.

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Por fim, o CEO da Acordo Online, Fernando Modenezi, enfatizou ao EXTRA que é crucial a colaboração entre governo, empresas e consumidores para criar estratégias efetivas que enfrentem a inadimplência e promovam a inclusão financeira.

Imagem: SB Arts Media/shutterstock.com

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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