Desemprego bate recorde e atinge 14,1 milhões de brasileiros

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O desemprego no Brasil bateu seu recorde no trimestre encerrado em setembro. A taxa agora é de 14,6% da população, com a falta de emprego afetando cerca de 14,1 milhões de pessoas. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua), e foram divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Assim, o índice de 14,6% corresponde a um aumento de 1,3 ponto percentual em relação ao 2º trimestre (13,3%), e de 2,8 pontos percentuais frente ao mesmo intervalo do ano passado (11,8%).

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Brasil tem taxa recorde de desemprego em série histórica

De acordo com o IBGE, essa é a maior taxa registrada na série histórica, iniciada em 2012, e corresponde a 14,1 milhões de pessoas. Ou seja, mais 1,3 milhão de pessoas perderam o emprego no país durante esse período. Conforme especialistas, essa taxa se deve muito às medidas de distanciamento social que ainda influenciavam a decisão das pessoas de não procurar trabalho. No entanto, com o relaxamento das medidas, já pode-se perceber o aumento de pessoas em busca de uma ocupação. 

Em matéria, o G1 divulgou quais são os principais destaques da pesquisa, segundo o IBGE. São eles:

  • Mais 1,3 milhão de pessoas entraram na fila em busca de um trabalho no 3º trimestre frente ao 2º;
  • A taxa de desemprego subiu em 10 estados e ficou estável nos demais. Bahia (20,7%) teve a maior taxa e Santa Catarina (6,6%), a menor;
  • Taxa de desemprego foi de 12,8% para os homens e 16,8% para as mulheres;
  • Entre as pessoas pretas, a taxa foi de 19,1%, enquanto a dos pardos foi de 16,5%; a menor taxa foi a dos brancos: 11,8%;
  • O desemprego é maior entre os jovens, com destaque para a faixa das pessoas de 18 a 24 anos de idade (31,4%);
  • O número de pessoas com carteira assinada caiu 2,6% frente ao 2º trimestre, com perda de 790 mil postos;
  • A taxa de informalidade subiu para 38,4%, contra 36,9% no trimestre anterior, o que corresponde a 31,6 milhões de pessoas.

População ocupada atinge nova mínima histórica

Por fim, outro dado relevante sobre desemprego é que a população ocupada no Brasil encolheu 1,1% em 3 meses, para 82,5 milhões. Assim, de acordo com o IBGE, o país atingiu o patamar mais baixo da série histórica. Ou seja, em apenas 12 meses, o país perdeu 11,3 milhões de postos de trabalho, considerando todas as formas de atuação no mercado de trabalho.

Dessa forma, com essa nova queda, o nível de ocupação encolheu para 47,1%, o menor da série histórica, contra 47,9% no trimestre anterior (47,9%). 

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Imagem: Brenda Rocha / Shutterstock.com

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