O programa de combate ao superendividamento no Brasil ganhou novos resultados após a ampliação das ações de renegociação de débitos. O Banco do Brasil informou que já registrou R$ 10,4 bilhões em dívidas renegociadas dentro da estratégia associada ao Novo Desenrola Brasil.
Renegociação de dívidas no Banco do Brasil soma R$ 10,4 bilhões
Banco do Brasil registra R$ 10,4 bilhões em renegociações pelo Desenrola Brasil, com descontos e novas condições para clientes.
A iniciativa busca facilitar a recuperação financeira de pessoas físicas, empresas, estudantes e produtores rurais que enfrentam dificuldades para quitar compromissos atrasados.
Além das condições tradicionais de renegociação, a operação prevê alternativas que podem permitir o uso de até 20% do saldo disponível no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) dos devedores para auxiliar na regularização dos débitos, conforme as regras aplicáveis.
A medida faz parte de um conjunto de ações voltadas à redução da inadimplência e à retomada do equilíbrio financeiro dos consumidores brasileiros.
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Banco do Brasil alcança bilhões em acordos de renegociação
Segundo os dados divulgados pela instituição, o volume total de R$ 10,4 bilhões negociados reúne diferentes modalidades de atendimento voltadas aos perfis de clientes.
O banco também informou que sua própria estrutura de renegociação, realizada paralelamente às ações do programa governamental, resultou em R$ 6,1 bilhões em liquidações e ampliação de prazos para aproximadamente 562 mil clientes pessoa física.
A estratégia combina canais digitais, negociação direta e atendimento especializado para oferecer alternativas de pagamento conforme a situação financeira de cada cliente.
A expectativa é que medidas desse tipo contribuam para reduzir o número de brasileiros com restrições de crédito e permitir a retomada do consumo de forma mais sustentável.
Como os valores renegociados foram distribuídos
Os acordos realizados pelo Banco do Brasil envolveram diferentes públicos. Cada frente do programa teve objetivos específicos para atender grupos afetados pelo endividamento.
Desenrola Pessoa Jurídica movimenta bilhões para empresas
Uma das principais frentes foi voltada aos pequenos negócios e empresas que acumulavam dívidas.
O Desenrola Pessoa Jurídica alcançou R$ 4,3 bilhões em renegociações, beneficiando cerca de 34 mil empresas.
A iniciativa busca auxiliar empreendedores a reorganizar o fluxo de caixa, recuperar capacidade de pagamento e voltar a acessar crédito para manter ou expandir suas atividades.
Para muitas empresas, especialmente pequenos negócios, a renegociação de dívidas pode representar uma oportunidade de evitar paralisação das operações e preservar empregos.
Desenrola Famílias atende centenas de milhares de clientes
Na modalidade voltada às pessoas físicas, o programa registrou R$ 3,3 bilhões em dívidas reestruturadas.
Ao todo, aproximadamente 392 mil clientes tiveram acesso a alternativas para reorganizar seus compromissos financeiros.
A renegociação permite que consumidores busquem condições mais adequadas ao orçamento, como redução de encargos, prazos maiores ou novos formatos de pagamento.
O objetivo é combater o chamado superendividamento, situação em que a pessoa acumula compromissos financeiros em valor superior à sua capacidade de pagamento.
Desenrola Fies beneficia estudantes com débitos educacionais
Outra frente importante foi direcionada aos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
O Desenrola Fies registrou R$ 2,65 bilhões em negociações, envolvendo aproximadamente 49 mil estudantes.
A renegociação de financiamentos estudantis busca oferecer caminhos para que beneficiários com parcelas atrasadas consigam regularizar a situação e manter a possibilidade de planejamento financeiro após a conclusão do curso.
Desenrola Rural auxilia produtores agrícolas
O programa também contemplou trabalhadores do setor rural.
A modalidade Desenrola Rural contabilizou R$ 149,7 milhões em acordos para regularização de dívidas de 8,9 mil produtores agrícolas.
A iniciativa busca apoiar agricultores que enfrentaram dificuldades financeiras e precisam reorganizar compromissos para continuar suas atividades produtivas.
Uso do FGTS pode ajudar na quitação de dívidas
Uma das medidas previstas na estratégia de renegociação envolve a possibilidade de utilização de parte do saldo do FGTS para pagamento de débitos, respeitando as regras estabelecidas para cada operação.
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A possibilidade representa uma alternativa para trabalhadores que possuem recursos acumulados no fundo e desejam utilizar parte desse valor para reduzir dívidas.
O FGTS tradicionalmente possui regras específicas para saque, como situações relacionadas à compra da casa própria, aposentadoria, demissão sem justa causa e outras hipóteses previstas em lei.
Por isso, o uso do saldo para renegociação depende das normas vigentes e das condições definidas para cada programa ou contrato.
Tecnologia e atendimento presencial são estratégias do Banco do Brasil
A presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, destacou que a combinação entre ferramentas digitais e atendimento especializado tem sido fundamental para ampliar o acesso dos clientes às soluções de renegociação.
Segundo a executiva, os canais digitais permitem maior rapidez nos acordos, enquanto o suporte dos funcionários ajuda clientes a encontrarem alternativas compatíveis com suas condições financeiras.
A digitalização do setor bancário tem transformado a forma como consumidores negociam dívidas. Atualmente, aplicativos e plataformas online permitem consultar contratos, verificar propostas e formalizar acordos sem a necessidade de deslocamento até uma agência.
Ao mesmo tempo, especialistas apontam que casos mais complexos continuam exigindo orientação personalizada para evitar novos ciclos de endividamento.
O que muda para brasileiros com dívidas atrasadas

Para consumidores que possuem contas em atraso, programas de renegociação podem representar uma oportunidade de reorganizar a vida financeira.
Antes de aceitar qualquer acordo, especialistas recomendam analisar o orçamento mensal e verificar se o valor das parcelas realmente cabe na renda disponível.
A renegociação deve ser acompanhada de planejamento para evitar que novos débitos sejam acumulados após a quitação das pendências atuais.
Algumas medidas importantes incluem:
- verificar todas as dívidas existentes;
- comparar propostas de pagamento;
- analisar juros e condições oferecidas;
- evitar assumir parcelas acima da capacidade financeira;
- manter controle dos gastos após o acordo.
A regularização do nome pode facilitar o acesso ao crédito, mas o principal objetivo deve ser recuperar o equilíbrio financeiro de longo prazo.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
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