O programa Desenrola Brasil, que chegou ao fim na última segunda-feira (20), apresentou resultados significativos na luta contra a inadimplência no Brasil. De acordo com o Ministério da Fazenda, o programa possibilitou a renegociação de R$ 53,07 bilhões em dívidas, beneficiando 15,06 milhões de brasileiros e reduzindo a inadimplência em 8,7% entre a população mais vulnerável.
Desenrola Brasil renegociou mais de R$ 50 milhões em dívidas; saiba mais
Descubra como a renegociação de dívidas por meio do programa do governo federal, Desenrola Brasil, beneficiou milhões de pessoas
Assim, os dados fornecidos pelo programa indicam que a quantia renegociada corresponde a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
Dessa forma, essa injeção de recursos, através da renegociação de dívidas, trouxe um alívio significativo para muitos brasileiros, principalmente para aqueles com renda até dois salários mínimos (R$ 2.824) ou cadastrados no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Veja mais detalhes!
Impacto do Desenrola Brasil
De acordo com um levantamento da Serasa, realizado entre maio de 2023 e março de 2024, houve uma queda de 25,2 milhões para 23,1 milhões no número de pessoas inadimplentes pertencentes a essa faixa de renda. Assim, a medida não apenas aliviou o fardo financeiro de milhões de brasileiros, mas também fomentou a circulação de capital na economia.
Além disso, houve aumento das renegociações durante o período de vigência do programa. Especificamente no mês de lançamento, julho de 2023, a plataforma Serasa Limpa Nome registrou um aumento de 62% nas renegociações.
Entre julho de 2023 e maio de 2024, houve um salto de 12,7% no volume negociado em relação ao ano anterior, demonstrando um maior engajamento dos brasileiros na solução de suas pendências financeiras.

Alcance do programa
Portanto, desde a sua implementação, o Desenrola Brasil passou por diversas etapas e focou em diferentes faixas de renda. Inicialmente, a remoção automática de registros de dívidas menores beneficiou milhões. Posteriormente, passou a incluir negociações diretamente com os bancos e outras instituições financeiras.
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Isso permitiu que pessoas com dívidas de maior valor, mas também de menor renda, pudessem se beneficiar das renegociações. Assim, a última fase do programa, que incluiu negociações para dívidas que não ultrapassassem R$ 20 mil, foi prorrogada duas vezes, refletindo a necessidade contínua de assistência financeira para a população vulnerável.
Imagem: Varavin88 / shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital
