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Desenrola para dívidas baixas pode ser lançado pelo governo; saiba mais

O governo pode lançar o “Desenrola”, um projeto para renegociar dívidas de baixo valor. Leia mais e entenda como!

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
Desenrola novo programa para dívidas pequenas

O governo brasileiro está cogitando a criação de um novo programa para facilitar a renegociação de dívidas de baixo valor. A proposta, conhecida informalmente como “Desenrola”, visa ajudar aqueles que têm débitos menores, com um limite de até R$ 20 mil.

A ideia é uma iniciativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e está sendo discutida pelo ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França, e pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Este artigo explora os principais pontos do projeto e o impacto potencial dessa medida.

Contexto do “Desenrola”

Imagem de uma pessoa calculando e analisando papéis.
Imagem: Pormezz / shutterstock.com

O conceito do “Desenrola” surgiu da necessidade de lidar com um volume significativo de dívidas que, embora pequenas individualmente, somam um montante considerável quando agregadas. Segundo informações do governo, os cartórios de protesto têm registrado mais de R$ 500 bilhões em dívidas com o governo federal, sendo que a média de cada débito é de aproximadamente R$ 13 mil a R$ 14 mil.

Esses números indicam uma enorme massa de pequenos devedores que, apesar de suas dívidas não serem executadas pelo governo devido à recomendação da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), ainda enfrentam dificuldades significativas.

Necessidade de negociação

O projeto “Desenrola” é, portanto, uma resposta à realidade de que muitos desses pequenos débitos acabam resultando em protestos. Esses protestos, por sua vez, limitam o acesso dos devedores ao crédito e perpetuam um ciclo de inadimplência.

A proposta é que, por meio do “Desenrola”, esses indivíduos possam negociar suas dívidas com condições mais favoráveis, como descontos substanciais que facilitem a quitação.

Estrutura e funcionamento do projeto

O “Desenrola” tem como objetivo principal a renegociação das dívidas de até R$ 20 mil, baseando-se em uma recomendação da PGFN que estipula que valores abaixo desse montante não devem ser executados pelo governo. A ideia é oferecer aos devedores a oportunidade de resolver suas pendências de forma mais eficaz e menos onerosa.

1. Processo de negociação:

Os acordos serão facilitados através dos cartórios de protesto, que já possuem um histórico significativo de registros de dívidas. A resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) autoriza esses cartórios a conduzir acordos dentro dos limites estabelecidos pelo governo, tornando o processo mais ágil e acessível.

2. Incentivo à regularização

A proposta inclui a possibilidade de aplicar descontos robustos nas dívidas, o que pode incentivar muitos devedores a quitar suas obrigações. A ideia é que a regularização de débitos possa resultar em uma recuperação de receita significativa para o governo, com estimativas indicando que até 8% dos R$ 500 bilhões em dívidas poderia gerar até R$ 40 bilhões em arrecadação adicional.

3. Uso de dados para facilitar acordos:

O governo também está considerando a utilização de ferramentas tecnológicas para rastrear a situação financeira dos devedores. Isso inclui a análise de informações em sistemas como o de valores a receber do Banco Central, o que pode ajudar a identificar os recursos disponíveis e fomentar a conclusão dos acordos.

Impacto potencial do Programa

Imagem de uma rua vista de cima desfocada. Sobre a imagem está a logo do Desenrola Brasil.
Imagem: Varavin88 / shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital

O lançamento do “Desenrola” pode ter diversos impactos significativos, tanto para os devedores quanto para a arrecadação pública:

1. Alívio para os devedores:

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Para os indivíduos com dívidas baixas, o programa pode significar uma oportunidade de resolver pendências financeiras de forma mais acessível. O alívio financeiro proporcionado pelos descontos e pela negociação facilitada pode melhorar a situação econômica desses cidadãos e possibilitar o acesso a novos créditos no futuro.

2. Aumento da arrecadação

Para o governo, a regularização de dívidas com a concessão de descontos pode representar um aumento considerável na arrecadação. A recuperação de uma fração significativa das dívidas protestadas contribuirá para o fortalecimento das finanças públicas e pode ajudar a financiar outras iniciativas governamentais.

3. Redução de protestos e acesso ao crédito:

A resolução de dívidas pode também diminuir o número de protestos registrados, melhorando a reputação de crédito dos devedores e facilitando o acesso a financiamentos futuros. Isso pode ter um efeito positivo na economia na totalidade, estimulando o consumo e o investimento.

Considerações finais

A proposta do “Desenrola” é um passo importante para lidar com a questão das dívidas baixas no Brasil. Ao oferecer uma solução prática e acessível para a renegociação dessas pendências, o governo pode ajudar a aliviar a carga financeira dos pequenos devedores e, ao mesmo tempo, melhorar sua própria arrecadação. A iniciativa continua em fase de discussão, mas já demonstra um compromisso com a resolução de problemas financeiros enfrentados por muitos brasileiros.

Enquanto a implementação do programa é aguardada, é essencial que os interessados estejam atentos às atualizações e se preparem para aproveitar as oportunidades oferecidas pelo “Desenrola” para regularizar suas dívidas e melhorar sua situação financeira.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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