O Banco Central divulgou que, somente em julho deste ano, R$ 310,36 milhões foram resgatados por cidadãos e empresas que tinham dinheiro esquecido em instituições financeiras.
Dinheiro esquecido volta às contas: R$ 310 milhões são resgatados em julho
Brasileiros resgataram R$ 310 milhões em julho pelo Sistema de Valores a Receber (SVR). Saiba como consultar, solicitar a devolução do dinheiro.
Embora bilhões de reais já tenham sido devolvidos pelo sistema desde que começou a funcionar, ainda existe uma grande soma disponível para retirada, evidenciando que milhões de brasileiros continuam com dinheiro esquecido nas instituições financeiras.
O que é o sistema?

Trata-se de um serviço oficial que permite consultar e resgatar recursos que ficaram parados em contas ou instituições financeiras.
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Quem pode consultar?
- Pessoas físicas com CPF válido.
- Empresas ativas ou encerradas com CNPJ.
- Herdeiros ou representantes legais de pessoas falecidas.
Como funciona a consulta?
A consulta inicial é simples e gratuita: basta informar CPF e data de nascimento (ou CNPJ e data de abertura da empresa). Não é necessário login para essa primeira etapa.
Se houver valores disponíveis, o cidadão poderá solicitar o resgate mediante login no Gov.br, exigindo conta nível prata ou ouro e autenticação em duas etapas.
Como resgatar o dinheiro esquecido
Duas opções de resgate
O Banco Central oferece dois caminhos para quem tem valores esquecidos:
- Contato direto com a instituição financeira
O beneficiário pode procurar o banco ou entidade responsável pelo valor para solicitar o saque. - Solicitação pelo próprio sistema
O resgate pode ser feito dentro do SVR, de forma totalmente digital.
Quais recursos podem ser recuperados?
O dinheiro esquecido pode vir de diferentes fontes. Entre elas:
- Contas-correntes ou poupanças encerradas.
- Recursos de consórcios encerrados que não foram procurados.
- Tarifas cobradas indevidamente.
- Contas de pagamento encerradas, pré ou pós-pagas.
- Contas de registro em corretoras e distribuidoras.
- Outros recursos esquecidos em instituições financeiras.
Quem já recebeu e quem ainda pode sacar
Estatísticas gerais
Até o fim de julho, 32,38 milhões de correntistas já haviam feito o resgate:
- 29,39 milhões de pessoas físicas.
- 2,99 milhões de pessoas jurídicas.
Por outro lado, 52,65 milhões de beneficiários ainda não sacaram seus valores, o que representa uma grande fatia de recursos parados.
Distribuição dos valores
A maior parte dos beneficiários tem direito a quantias pequenas:
- Até R$ 10: 64,49% dos correntistas.
- Entre R$ 10,01 e R$ 100: 23,89%.
- De R$ 100,01 a R$ 1 mil: 9,82%.
- Acima de R$ 1 mil: apenas 1,8%.
Risco de golpes e fraudes
Com o aumento das consultas ao SVR, golpes financeiros também se multiplicaram.
Alertas do Banco Central
- O BC não envia links por e-mail, SMS ou WhatsApp.
- O sistema é 100% gratuito — nunca aceite pagar taxas para receber o valor.
- O contato só pode ser feito pela instituição financeira responsável pelo recurso.
- Senhas e dados pessoais nunca devem ser fornecidos a terceiros.
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Como se proteger
- Acesse o sistema apenas pelo site oficial do Banco Central.
- Desconfie de mensagens que prometem antecipação ou valores altos sem consulta prévia.
- Use autenticação em duas etapas na conta Gov.br para aumentar a segurança.
Importância do SVR para os brasileiros

O sistema já movimentou bilhões e trouxe de volta recursos que, de outra forma, poderiam ficar esquecidos por tempo indeterminado. Além do benefício individual, o resgate desses valores ajuda a movimentar a economia, pois aumenta a liquidez para famílias e pequenas empresas.
Perguntas frequentes (FAQ)
O que é o dinheiro esquecido?
São valores parados em bancos, cooperativas, consórcios e outras instituições, que não foram retirados pelo correntista.
Preciso ter conta Gov.br para resgatar?
Sim. Para solicitar o saque é necessário login na conta Gov.br com nível prata ou ouro.
O resgate automático vale para todos?
Não. Essa função é exclusiva para pessoas físicas com chave Pix do tipo CPF.
Há risco de golpe?
Sim. O Banco Central alerta que golpistas tentam se passar por intermediários. O sistema é gratuito e não requer pagamento de taxas.
Considerações finais
Para quem ainda não consultou o SVR, a recomendação é simples: acessar o site oficial do Banco Central e verificar se existe algum valor disponível. Afinal, mesmo pequenas quantias podem fazer diferença no orçamento doméstico ou no caixa das empresas.
