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Banco Central aponta milhões de pessoas com valores a receber

Mais de 50 milhões de brasileiros e empresas ainda têm dinheiro esquecido em bancos. Saiba como consultar e resgatar os valores.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes5 min de leitura
Banco Central aponta milhões de pessoas com valores a receber

O Banco Central divulgou novos dados sobre o Sistema de Valores a Receber (SVR) e revelou que mais de R$ 10 bilhões continuam esquecidos em bancos, cooperativas, consórcios e outras instituições financeiras do país. Mesmo após anos de funcionamento da plataforma, mais de 50 milhões de pessoas e empresas ainda não realizaram o resgate dos recursos disponíveis.

Os números reforçam a importância de consultar regularmente o sistema, já que milhões de brasileiros podem ter valores esquecidos sem sequer saber. A verificação é gratuita, rápida e pode ser feita pela internet utilizando apenas CPF ou CNPJ.

Segundo o Banco Central, até o fim de abril de 2026, cerca de 50,3 milhões de beneficiários ainda possuíam recursos a receber. Ao mesmo tempo, 41,4 milhões de pessoas e empresas já recuperaram seus valores desde a criação do sistema.

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O que é o Sistema de Valores a Receber

Bancos banco central
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

O Sistema de Valores a Receber foi criado pelo Banco Central para permitir que cidadãos e empresas consultem recursos esquecidos em instituições financeiras.

Esses valores podem ter origem em diferentes situações, como:

  • Contas-correntes ou poupanças encerradas com saldo disponível;
  • Tarifas cobradas indevidamente e posteriormente devolvidas;
  • Parcelas ou cotas de consórcios encerrados;
  • Recursos de cooperativas de crédito;
  • Valores de contas de pagamento encerradas;
  • Outras obrigações financeiras não resgatadas pelos titulares.

O objetivo da ferramenta é facilitar a devolução desses recursos de forma segura e transparente.

Quantas pessoas ainda têm dinheiro para receber

Os dados mais recentes mostram que o número de beneficiários ainda é expressivo.

Dos 50,3 milhões que possuem recursos disponíveis:

  • 45,3 milhões são pessoas físicas;
  • Cerca de 5 milhões são empresas.

Na prática, isso significa que aproximadamente um em cada quatro brasileiros pode ter algum valor disponível para resgate.

Desde o lançamento do sistema, o Banco Central já devolveu aproximadamente R$ 15 bilhões aos titulares.

A maioria dos valores é pequena

Embora o montante total ultrapasse R$ 10 bilhões, a maior parte dos beneficiários possui quantias relativamente baixas.

Segundo o Banco Central:

Valores de até R$ 10

A maior parcela dos beneficiários se encontra nesta faixa.

Cerca de 64,5% das pessoas e empresas que ainda não fizeram o resgate possuem até R$ 10 disponíveis.

Valores entre R$ 10 e R$ 100

Outros 23,4% têm recursos que variam entre R$ 10,01 e R$ 100.

Apesar de parecerem quantias modestas individualmente, quando somadas representam bilhões de reais parados no sistema financeiro.

Valores acima de R$ 1.000

Uma parcela menor concentra valores mais elevados.

Apenas 2,1% dos beneficiários possuem mais de R$ 1.000 para receber.

Por isso, mesmo quem acredita não ter recursos esquecidos deve realizar a consulta, já que algumas pessoas podem encontrar quantias significativas.

Brasileiros continuam resgatando milhões todos os meses

O interesse pelo sistema permanece elevado.

Somente em abril, os brasileiros recuperaram aproximadamente R$ 482,8 milhões em recursos esquecidos.

O volume demonstra que muitos cidadãos ainda estão descobrindo valores disponíveis anos após o encerramento de contas ou contratos financeiros.

Especialistas recomendam realizar consultas periódicas, especialmente após encerramento de contas bancárias, participação em consórcios ou mudança de instituição financeira.

O que aconteceu com os recursos transferidos ao FGO

Outro dado que chamou atenção foi a transferência de R$ 5,7 bilhões do sistema para o Fundo de Garantia de Operações (FGO).

A medida está relacionada ao programa Desenrola Brasil 2.0, voltado para renegociação de dívidas.

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Apesar da transferência, o Ministério da Fazenda esclareceu que os recursos continuam pertencendo aos seus respectivos titulares.

Ou seja, quem possui dinheiro esquecido não perderá o direito ao resgate.

O governo informou que um edital com as regras detalhadas para solicitação desses valores deverá ser divulgado nos próximos dias.

Como consultar se você tem dinheiro esquecido

A consulta é totalmente gratuita e deve ser realizada exclusivamente pelo Sistema de Valores a Receber.

Passo a passo para consultar

  1. Acesse o Sistema de Valores a Receber;
  2. Informe CPF e data de nascimento ou CNPJ e data de abertura da empresa;
  3. Verifique se existem valores disponíveis;
  4. Caso haja recursos, siga as orientações apresentadas pelo sistema.

A consulta inicial não exige conta Gov.br.

Como solicitar o resgate dos valores

Se houver dinheiro disponível, será necessário acessar o sistema utilizando uma conta Gov.br com nível prata ou ouro.

Após a autenticação, o usuário poderá visualizar os detalhes dos recursos e seguir as instruções para recebimento.

Dependendo da instituição financeira responsável pelo valor, o crédito poderá ser realizado diretamente em conta ou mediante procedimento específico informado pelo sistema.

Como evitar golpes relacionados ao dinheiro esquecido

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

O Banco Central alerta constantemente sobre tentativas de fraude envolvendo o Sistema de Valores a Receber.

Para evitar golpes, é importante lembrar que:

  • A consulta é gratuita;
  • O Banco Central não envia links por mensagens;
  • Nenhum pagamento é exigido para verificar valores;
  • O acesso deve ocorrer apenas pelos canais oficiais do governo;
  • Nunca compartilhe senhas ou códigos de autenticação.

Criminosos frequentemente utilizam mensagens falsas prometendo liberação imediata de recursos para obter dados pessoais das vítimas.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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