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Dividendos 2026: PETR4 e ITUB4 estão entre as mais recomendadas por analistas

Petrobras e Itaú lideram as ações mais recomendadas para dividendos em janeiro de 2026, segundo analistas e casas de investimento.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto7 min de leitura
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O começo de 2026 confirma uma tendência já observada no fim do ano anterior: investidores seguem atentos às ações com maior potencial de pagamento de dividendos como forma de atravessar um cenário econômico ainda marcado por incertezas. Em meio a expectativas de cortes graduais de juros, volatilidade nos mercados globais e atenção redobrada ao ambiente político brasileiro, empresas consolidadas e com forte geração de caixa voltam a ocupar espaço central nas carteiras recomendadas.

Levantamento feito a partir de carteiras divulgadas por 15 instituições financeiras mostra que Petrobras (PETR4) e Itaú Unibanco (ITUB4) dividem a liderança entre as ações mais indicadas para quem busca renda recorrente com dividendos em janeiro de 2026. Cada uma aparece em 10 das 15 carteiras analisadas, repetindo o desempenho observado em dezembro de 2025.

Logo atrás, a Vale (VALE3) surge como a segunda colocada do ranking, com nove indicações, enquanto a Caixa Seguridade (CXSE3) fecha o top três ao receber sete recomendações. O resultado reflete uma leitura comum entre analistas: o investidor que busca equilíbrio e previsibilidade tende a priorizar companhias sólidas, com histórico consistente de resultados e política clara de distribuição de lucros.

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Por que ações pagadoras de dividendos atraem em 2026

A Empiricus Research resume bem o sentimento predominante no mercado ao afirmar que empresas “sólidas, geradoras de caixa e pagadoras de dividendos” serão fundamentais para atravessar 2026 com maior estabilidade. Apesar do otimismo moderado com os ativos brasileiros, o ano promete ser marcado por volatilidade, exigindo escolhas mais criteriosas.

Analistas destacam que o valuation do Ibovespa ainda é considerado atrativo quando comparado a outros mercados emergentes. A combinação entre preços descontados, expectativa de redução gradual da taxa de juros e a leitura de que um eventual resultado eleitoral positivo pode gerar mais ganhos do que perdas mantém o radar dos investidores apontado para a Bolsa brasileira.

Ainda assim, o alerta permanece. O ambiente macroeconômico global, as incertezas fiscais internas e o calendário político exigem postura diligente. Nesse contexto, ações que remuneram o acionista de forma recorrente funcionam como uma espécie de amortecedor de riscos.

Petrobras mantém força na tese de dividendos

Resultados robustos sustentam recomendação

A Petrobras segue como um dos principais pilares das carteiras focadas em dividendos. O Safra, que mantém PETR4 em sua carteira para janeiro, acredita que a estatal continuará apresentando resultados robustos no curto e médio prazo, preservando uma boa capacidade de distribuição de proventos.

Além da geração de caixa consistente, o valuation é apontado como um dos grandes atrativos. Analistas ressaltam que as ações da Petrobras ainda são negociadas com desconto relevante em relação a pares internacionais e também frente à sua média histórica, o que reforça a tese de investimento mesmo em um ambiente mais desafiador.

Riscos e dependência do cenário macro

O BTG Pactual também mantém recomendação para os papéis da estatal, mas adota um tom mais cauteloso. Para o banco, o cenário financeiro mais desafiador torna a tese de investimento ainda mais dependente de uma compressão do risco-país do Brasil, especialmente à medida que as eleições de 2026 se aproximam.

O plano de negócios da Petrobras projeta uma produção média de 2,5 milhões de barris por dia em 2026, indicando expansão operacional. Ao mesmo tempo, o capex previsto para o período vem ligeiramente acima do esperado, com pico de investimentos projetado apenas para 2027.

Capex, FPSOs e impacto no Brent de equilíbrio

Mesmo com premissas macroeconômicas consideradas favoráveis, alguns pontos acendem sinal de alerta. Os elevados custos de afretamento e a transição de FPSOs alugadas para unidades próprias entre 2026 e 2027 pressionam os investimentos. Como consequência, o Brent de equilíbrio da companhia sobe para cerca de US$ 59 o barril.

Segundo analistas, esse plano pode aumentar o ceticismo de parte do mercado, pois evidencia uma situação financeira mais apertada em um contexto de preços internacionais do petróleo potencialmente mais baixos. Ainda assim, o bom desempenho operacional segue como um contrapeso importante na avaliação dos investidores.

Itaú Unibanco se destaca entre os grandes bancos

Superação consistente das expectativas

Se no setor de energia a Petrobras lidera, no sistema financeiro o Itaú Unibanco se consolida como o favorito dos analistas. A Empiricus destaca a superioridade do banco em relação aos demais grandes players, com resultados recorrentes acima das expectativas, retorno sobre patrimônio (ROE) sustentável acima de 20% e crescimento real acima da inflação.

Esse desempenho é atribuído, em grande parte, à qualidade da gestão e à capacidade do banco de executar estratégias com eficiência, mesmo em cenários macroeconômicos adversos.

Transformação digital e eficiência operacional

Outro ponto central na tese de investimento do Itaú é sua transformação digital. Analistas veem nas alavancas de eficiência operacional um diferencial competitivo importante, capaz de sustentar margens e rentabilidade ao longo do tempo.

Embora o valuation atual não seja mais considerado uma barganha, o consenso é que o banco tem total controle de sua operação e condições de entregar lucros e dividendos crescentes, mesmo em um ambiente econômico mais restritivo.

Perspectivas para crédito e receitas

A equipe do Santander projeta que o Itaú deve voltar a acelerar a concessão de crédito em segmentos específicos ao longo de 2026, especialmente após a estabilização da inadimplência da carteira. Além disso, a expectativa é de crescimento de dois dígitos no NII (net interest income), impulsionado pela melhora dos spreads bancários.

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Os analistas lembram ainda que um novo ciclo de crédito tende a resultar em aumento das receitas com comissões, reforçando o potencial de geração de resultados e, consequentemente, de dividendos.

Vale e seguradoras completam o ranking de destaque

A Vale aparece logo atrás das líderes, com nove indicações. A mineradora segue atraente para estratégias de dividendos devido à forte geração de caixa e ao foco em disciplina financeira, mesmo diante da volatilidade dos preços das commodities.

A Caixa Seguridade, com sete recomendações, reforça o apelo do setor de seguros e previdência, conhecido por sua previsibilidade de receitas e política consistente de distribuição de resultados. Outras empresas, como Copel, Itaúsa, Vivo e BB Seguridade, também figuram entre as mais citadas, mostrando que o investidor tem buscado diversificação dentro do universo de pagadoras de dividendos.

As ações mais recomendadas para dividendos em janeiro de 2026

Petrobras (PETR4) lidera com 10 indicações, ao lado do Itaú Unibanco (ITUB4), também com 10. Na sequência aparecem Vale (VALE3), com nove recomendações, e Caixa Seguridade (CXSE3), com sete.

Copel (CPLE6), Itaúsa (ITSA4) e Vivo (VIVT3) aparecem com seis indicações cada. BB Seguridade (BBSE3) e CPFL Energia (CPFE3) somam cinco, enquanto Bradesco (BBDC4) e Allos (ALOS3) fecham a lista com quatro recomendações cada.

O levantamento considerou 44 ações, que juntas somaram 122 indicações nas carteiras analisadas.

Metodologia do levantamento

O ranking foi elaborado a partir das carteiras de ações divulgadas por 15 instituições financeiras. Participaram do levantamento Ágora Investimentos, Andbank, Ativa Investimentos, BB Investimentos, BTG Pactual, Daycoval, Empiricus Research, Genial Investimentos, Itaú BBA, Planner, Rico, Safra, Santander, Terra Investimentos e XP Investimentos.

A diversidade de casas consultadas reforça a abrangência do estudo e ajuda a explicar a concentração das recomendações em empresas consolidadas, com histórico comprovado de geração de valor ao acionista.

Conclusão

O início de 2026 reforça o papel estratégico das ações pagadoras de dividendos em um cenário ainda marcado por volatilidade e incertezas. Petrobras e Itaú lideram as recomendações por reunirem escala, geração de caixa e capacidade comprovada de remunerar seus acionistas. Ao lado de empresas como Vale e Caixa Seguridade, formam um grupo que reflete a preferência do mercado por solidez e previsibilidade. Para o investidor atento, acompanhar essas escolhas pode ser um passo importante na construção de uma carteira mais equilibrada.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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